É de hoje…Sempre a subir

É de hoje…Sempre a subir

Um alerta amarelo havia sido emitido quando, pela primeira vez, após vários meses de alguma calmia em relação à contaminação, fomos surpreendidos com um balanço de três dígitos a nível dos casos de Covid-19.

Quase uma semana depois, ontem mesmo, as autoridades sanitárias anunciaram a ocorrência de mais 168 casos no país, com quatro mortes e Luanda a liderar as estatísticas. Estes números assustadores surgem dias depois de terem sido apresentadas informações que asseguram a existência de casos da variante inglesa, muito mais contagiosa.

Os números começam já a mexer com os neurónios de muita boa gente. O aumento de casos está, sem dúvidas, associado ao menosprezo que os cidadãos dão à doença e as suas consequências, algumas das quais tão nefastas, nos obrigaram, recentemente, a um confinamento pesado.

Até hoje, os efeitos continuam a ser sentidos. E um novo encerramento poderá ter proporções piores.

Com o surgimento do período mais frio, em Maio, há fortes probabilidades de as infecções aumentarem consideravelmente, o que poderá ditar o reconhecimento da existência de uma segunda vaga no país.

Caso surja uma segunda vaga, agora com a existência de outras variantes, acreditamos que o Executivo angolano deverá recorrer a medidas mais duras para se atenuar o efeito da doença.

Não nos espantemos se brevemente se retomam o isolamento de bairros e outras parcelas do território para que não se volte ao tempo em que todos os dias havia mais de 100 pessoas infectadas.

Neste momento, talvez algumas pessoas se questionem sobre as soluções: o que devemos fazer? É cada um de nós estar consciente de que a sua acção poderá fazer alguma diferença.

Como bem escreveu alguém um dia, a Covid não anda. Somos nós, os cidadãos, que transportamos de um sítio para o outro com base nas acções negativas que tomamos todos os dias.

Nos últimos dias, apesar das restrições ainda existentes, através do decreto de situação de calamidade, são muitos os angolanos que relaxaram e vivem como se nada estivesse a acontecer lá fora. As festas e outros convívios tornaram-se acções intermináveis. Há muitos cidadãos a andarem sem máscara e os agentes da Polícia quase que não se preocupam mais com os perigos que possam advir desta irresponsabilidade.