Centro cultural do Huambo em risco de degradação

Centro cultural do Huambo em risco de degradação

O empreendimento foi projectado para se tornar num dos mais modernos e completos centros culturais de Angola, tendo em conta o conjunto de infra-estruturas que comporta para servir as principais manifestações artísticas As obras de construção do Centro Cultural do Huambo, iniciadas em Julho de 2011, continuam num total abandono, correndo o risco de degradação

A infra-estrutura, em construção no centro da cidade do Huambo, possui dois cines-teatros, com um total de 200 lugares, duas salas de conferências, um espaço para apresentação de trabalhos de arte, literatura e música, duas salas para aulas de dança, igual número para artes plásticas e artesanato e uma de exposições.

Possui, igualmente, 11 lojas de especialidades artísticas e culturais, um restaurante, dois cafés e áreas de apoio aos actores e músicos durante as exibições, igual número de salas para aulas de música.

As obras do empreendimento, consideradas umas das imponentes infra-estruturas a surgir na província na era pós-independente, paralisaram em 2014, alegadamente por dificuldades de ordem financeira.

Na altura, a empresa encarregue pela execução da empreitada estimava uma execução física na ordem dos 85 por cento, com a conclusão da edificação dos cinco edifícios de dois pisos e a montagem da cobertura e outros acabamentos.

A conclusão dos restantes 15 por cento estava prevista para o mês de Julho de 2015.

O empreendimento foi projectado para se tornar num dos mais modernos e completos centros culturais de Angola, tendo em conta o conjunto de infra-estruturas que comporta para servir as principais manifestações artísticas.

Nove anos depois da sua consignação, o Centro Cultural do Huambo, com uma previsão inicial de construção de 18 meses, contínua a ser um “eterno sonho para a população local” que ganharia um espaço mais cómodo para a divulgação e preservação das artes.

Em Fevereiro de 2019, os deputados do círculo eleitoral provincial haviam garantido, durante uma visita ao Gabinete da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto do Governo Local, pressionar o Executivo para disponibilizar as verbas para a retoma das obras.

Além dos deputados, houve, igualmente, garantias de responsáveis ministeriais e de partidos políticos com assento no Parlamento sobre a possível retoma da empreitada, orçada em mais de USD 6 milhões.

À propósito, promotores culturais consideram que a conclusão das obras de construção do empreendimento vai minimizar a carência de escolas de arte na província do Huambo.

Por isso, defendem a retoma urgente das obras de construção da infra-estrutura, tida, como um empreendimento “em extrema situação de abandono”.

Contactado, o director Gabinete da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto, Jeremias Piedade Chissanga, remeteu o assunto ao Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP), cujo responsável mostrou-se indisponível.