CNJ aponta Covid-19 como impasse na execução das políticas públicas da juventude

CNJ aponta Covid-19 como impasse na execução das políticas públicas da juventude

Apesar das dificuldades, o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Calunga, defende ser necessário que os jovens estejam atentos e não se deixem enganar por forças políticas que, nesta fase, considerada pré-eleitoral, usam todos os meios possíveis para atrair este segmento populacional a actos que atentam contra a soberania nacional

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ) , Isaías Calunga, considerou, ontem, em declarações ao jornal OPAIS, que a situação do desemprego continua a ser dos grandes problemas da juventude angolana, sobretudo no actual contexto de dificuldades económicas que o país enfrenta devido aos impactos da Covid-19 e da baixa do preço do barril de petróleo.

Adicionado à problemática do desemprego, Isaias Calunga apontou ainda a situação da falta de habitação condigna, educação e saúde como outros entraves que dificultam o desenvolvimento desta franja da sociedade que, conforme explicou, representa o grosso da população angolana.

Apesar das dificuldades, Isaías Calunga, que falava no âmbito das jornadas relativas ao Dia Nacional da Juventude, a assinalar-se a 14 deste mês, disse estar confiante na materialização das políticas públicas contidas no Plano de Desenvolvimento Naciona viradas ao segmento juvenil.

De acordo com Isaías Calunga, enquanto perdurar as dificuldades impostas pela Covid-19, a sua organização vai continuar a fazer a advocacia junto das entidades de direito de formas a se ter os problemas da juventude resolvidos.

“A situação da juventude angolana não é das melhores. Naquilo que são as nossas acções pretendemos continuar a intervir com as entidades de direito na perspetiva de se melhorar a situação social e económica dos jovens angolanos”, frisou.

O presidente do CNJ defendeu ainda ser necessário que os próprios jovens estejam atentos e não se deixem enganar por figuras políticas sobre pretextos de que os seus problemas serão resolvidos.

Isaías Calunga é de opinião que os problemas da juventudes não se resolvem com manifestações violentas tão pouco com pressões de rua que visam pôr em causa a soberania nacional e os valores mais elementares da angolanidade.

No seu entender, os problemas da juventude serão resolvidos com a implementação das políticas públicas concretas, o que vai ocorrer com a melhoria da situação da Covid-19 e o aumento do preço do valor do petróleo no mercado internacional.

Segundo o líder juvenil, o Executivo de João Lourenço tem feito um esforço assertivo na produção de resultados positivos para o alcance dos problemas que afectam a juventude.

Para ele, o CNJ é contra a vandalização dos bens públicos sob-pretexto de ser uma via de reivindicação e exercício dos direitos.

“Apesar das dificuldades é preciso encontar os caminhos mais certos e comuns para o diálogo. A juventude angolana precisa fazer um pacto comum para ultrapassar os problemas que vivemos”, defendeu.