Ministra diz que reduzimos a mortalidade materna, neonatal e mal nutrição

Ministra diz que reduzimos a mortalidade materna, neonatal e mal nutrição

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta afirmou, ontem, durante a comemoração do Dia Mundial da Saúde, que o Executivo pugna pela construção de um sistema de saúde capaz de assegurar a cobertura universal, para garantir o direito a saúde de todas as pessoas, e apesar da crise da Covid-19, foi possível reduzirmos a mortalidade materna, neonatal e mal nutrição

O dia mundial da Saúde, celebrado anualmente no dia 7 de Abril, este ano é tido como uma esplêndida oportunidade para o mundo reflectir sobre a necessidade de se impulsionar o sector da saúde para todos, de modo a criar condições para um futuro mais equitativo e inclusivo. Em declarações à imprensa, ontem, a ministra Sílvia Lutucuta, disse que Angola une-se ao movimento mundial nesta comemoração, que decorre sob o lema “Juntos por um mundo mais justo e mais saudável”, e, por isso, o nosso Executivo pugna pela construção de um sistema de saúde capaz de assegurar a cobertura universal, para garantir o direito à saúde de todas as pessoas.

“Conseguimos, durante este difícil ano, manter a nossa resposta aos problemas urgentes com a implementação de estratégias específicas de actuação, em particular para a redução da mortalidade materna, neonatal infantil, mal nutrição, situações que ainda carecem de especial atenção”, frisou.

Com foco na qualidade dos cuidados, de modo a garantir também a equidade dos serviços e a coesão social, aspirações estas que tornam mais desafiantes, e comprometidas pelo impacto da pandemia da Covid-19 sobre os recursos económicos, financeiros e humanos, sendo que o país não é excepção, a ministra disse que o MINSA continuará a fazer o seu trabalho.

Segundo a ministra, a Covid-19 tornou-se uma forte ameaça na  implementação e o alcance das metas de desenvolvimento sustentável, que considera os jovens como actor fundamental para o desenvolvimento sócio-económico do país.

Para tal, deve-se criar um país moderno, justo e equitativo; promover a participação activa de jovens, sobretudo das meninas, reduzindo a disparidade do género; empoderar as meninas e mulheres e aumentar a literacia em saúde como um instrumento de mudança.

Sílvia Lutucuta afirmou que o país tem registado avanços para garantir a protecção da população do maior risco (de adoecer ou morrer pela Covid-19), mediante a vacinação gradual de toda a população alvo. A actividade será desenvolvida durante o ano em curso, de forma a alcançar as metas estabelecidas no Plano Nacional de Vacinação, contra a Covid-19, em vacinar cerca de 15 milhões de cidadãos.

Já há evolução sobre a pandemia da covid-19

Ainda sobre a pandemia da Covid-19, a ministra da Saúde acrescentou que actualmente há muita evolução quer na medicação, nas formas de abordagem dos doentes, no diagnóstico, não apenas no país, mas também internacionalmente, tendo em conta que foi apenas há pouco tempo que se começou a usar a tecnologia da genotipagem – no final de 2020.

Também já estão a ser produzidos novos reagentes para detectar novas estirpes em particular, sendo que alguns já estão autorizados, como a que se está a usar no laboratório de Viana, em Luanda, especificamente para se detectar a estirpe inglesa.

Reagentes para outras estirpes, como a sul africana e a brasileira, o processo de certificação está já em curso. Particularmente em Angola, já é sabido que há outras estirpes no país e a inglesa em circulação.

Pelo que, por esta altura, todo o cuidado é pouco, considerando que se pode registar uma rápida propagação e o aumento de novos casos tem vindo a ser notado. “Todos somos poucos para mobilizar, pelo facto devemos usar correctamente a máscara, lavar sempre as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, manter o distanciamento e evitar festas”, disse.

Entretanto, o MINSA está a impulsionar os programas para melhorar a saúde do adolescente e do jovem, o mesmo trabalho está a ser feito no controlo das grandes endemias, em particular da tuberculose, malária e VIH e Sida, “temos sido enérgicos na nossa actuação para garantir uma geração livre do VIH”.

Sílvia Lutucuta explicou que o seu ministério tem vindo a trabalhar com os outros sectores, a nível das províncias e municípios, de modo a não deixar ninguém para trás.

O esforço tem sido coordenado para a melhoria das condições de vida da população no combate à pobreza, sendo que já existem programas em curso para colmatar a situação, designadamente o PIIM, Plano Ino, o Integrado de Desenvolvimento Local e o Kwenda.