Sonangol vai importar mais combustível para suprir procura interna

Sonangol vai importar mais combustível para suprir procura interna

Companhia nacional lançou concurso público, de âmbito internacional, para contratação de novas empresas para a importação de combustível. A medida visa suprir a procura interna de gasolina e gasóleo, durante o período de 1 de Julho de 2021 a 30 de Junho do próximo ano.

A petrolífera angolana, Sonangol, lançou um concurso internacional, limitado por convite, para a importação de combustíveis, no intuito de suprir a procura interna de gasolina e gasóleo, durante o período de 1 de Julho de 2021 a 30 de Junho de 2022, anunciou, esta Quarta-feira (7,) a companhia, em comunicado. O concurso, segundo a petrolífera nacional, arrancou no passado dia 1 de Abril, sendo que, para a sua realização, foram avaliadas 34 empresas das quais 27 foram pré-qualificadas.

Este concurso, segundo o documento que vimos citando, resultará na selecção das empresas para a celebração dos contratos de fornecimento de gasolina e de gasóleo, “na modalidade DAP (Delivery at Place), em Luanda, em substituição das entidades fornecedoras actuais, cujos contratos terminam a 30 de Junho de 2021.

O país importou, em 2020, menos combustível para o consumo do mercado interno, apurando uma aquisição de 16 milhões de barris, contra os 18 milhões de 2019, numa queda estimada de 11%, segundo os dados oficiais.

A menor aquisição de combustível tem sido também vista pela petrolífera estatal como uma oportunidade para reforçar a acção operacional e elevar a quota de mercado, que se quer nos 10%, até 2027.

Nessa perspectiva, a Sonangol garantiu a entrada, ainda no decurso deste ano, de operações de três novos blocos petrolíferos e o reforço da capacidade interna de refinação e armazenamento.

Todavia, no ano passado, também houve menos processamento de petróleo bruto, tendo a actividade diária baixado de 51.848 (2019) para 47.482 (2020). Já a produção combinada de fuel oil e gasóleo, segundo dados da petrolífera, representou mais de 55% da produção total de refinados, durante o ano passado

. Segundo ainda os dados da Sonangol, em 2020 foram comercializados, no mercado interno, cerca de 3 mil milhões de toneladas métricas de produtos refinados, uma diminuição de 21% provocada pelos impactos económicos devido à pandemia da Covid-19.

Dados publicados, no mais recente relatório e contas da petrolífera, avançam que Luanda é a província com mais bombas de combustíveis, 345 no total, seguida por Benguela (96), Huambo (71), Huíla (58) e o Uíge com 47.

Há ainda 46 postos de abastecimentos no Uíge, 40 na Lunda-Norte, 37 no Cuanza-Sul, 35 em Cabinda, 32 no Moxico, 31 em Malanje, 26 no Bié, 18 no Namibe, 17 no Bengo, 17 na Lunda-Sul, 16 no Cuando Cubango, 14 no Cunene e 13 no Cuanza-Norte.

Para garantir abastecimento ininterrupto nos variados postos espalhados pelo país, a Sonangol já tornou público que vai melhorar a capacidade de armazenagem, apostando na totalidade das infra-estruturas em terra e o abandono dos pontos flutuantes.

POR: António Nogueira