Artista Albano Sabino clama pela celeridade no processo de registo dos criadores nacionais

Artista Albano Sabino clama pela celeridade no processo de registo dos criadores nacionais

Pintor e artesão, desde os seus 15 anos, hoje, aos 21 anos, Albano Sabino, enfrenta sérias dificuldades para pôr em prática as suas ideias, por haver pouca celeridade no processo de registo dos fazedores de arte, por parte do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente

O jovem artista Albano Sabino admitiu haver no país pouca celeridade no processo de registo dos fazedores de arte, por parte do ministério de tutela, o que leva algumas galerias a não cederem os seus espaços para que estes possam expor os seus trabalhos.

Insatisfeito, apontou igualmente a falta de documentos do referido órgão como um dos principais obstáculos na divulgação das obras nos referidos espaços.

A par disso, reconheceu haver no país um grande avanço no processo evolutivo da arte, tendo acrescentado que tal evolução trouxe um grande benefício para classe, por se registar maior dinamismo no processo ex-positivo.

Adiantou que neste caso particular vários artistas têm procurado ter um padrão apropriado, o que não acontecia antes.

“Não é tão difícil o artista registar-se, mas a grande dificuldade reside na obtenção do cartão de reconhecimento e isso bloqueianos, retira-nos a possibilidade de apresentarmos as obras em casas de cultura e noutros espaços. Temos de ter influências de terceiros em jeito de ajuda”, disse.

O interlocutor afirmou igualmente que já procedeu à entrega de toda documentação necessária, incluindo algumas criações suas, tal como determina a norma do ministério de tutela, e passados 6 messes nada de concreto foi adiantado. “Desde Setembro do ano transacto até o momento não tive qualquer feedback e isso tem-me criado enormes embaraços, uma vez que não consigo inaugurar a minha primeira exposição, que muito anseio”, lamentou.

A marca

O artista recordou que, desde o advento da pandemia, em companhia de amigos, criou uma marca de máscara facial denominada “fools” (queda em português), que, no momento, tem sido muito requisitada. O projecto levou a uma parceria com produtor musical e audiovisual Hochi Fu, patrono da Power House.

“Nessa fase pandémica, com o auxílio de alguns amigos, criei esta máscara que, graças a Deus, tem sido um sucesso, porque, por causa da inovação que trouxemos nos designs, até mesmo figuras públicas têm feito encomendas”, rematou.

Perfil

Albano Sabino, que responde pelo nome artístico de Jamanta, tem 21 anos e nasceu em Luanda. É estudante do 2º ano de Arquitectura. Pinta e cria artefactos desde os seus 15 anos, sem quaisquer influências. É co-fundador da marca de roupas e máscaras fools. Actualmente prepara a sua primeira mostra.

POR: Valdimiro Graciano