Artista António Ole regressa a Lisboa com “Matéria Vital” pela galeria Movart

Artista António Ole regressa a Lisboa com “Matéria Vital” pela galeria Movart

Depois de ter apresentado a retrospectiva “Luanda, Los Angeles, Lisboa”, agora com curadoria de Ana Balona de Oliveira, o artista plástico António Ole regressa com um novo trabalho em que reúne obras de diversos períodos do seu multifacetado percurso artístico de mais de cinquenta anos

“Matéria Vital” é o título da exposição individual de António Ole, cuja inauguração acontece a 15 de Abril na galeria Movart Lisboa (Portugal), devendo a mesma estar patente até ao dia 9 de Junho, na cidade capital lusa.

De acordo com a curadora, os trabalhos são realizados em vários meios da escultura à fotografia, do desenho ao vídeo, as obras colocam em evidência a atenção que Ole tem dedicado à natureza e aos seus elementos e matérias vitais.

“A terra, a água, o fogo e o ar assumem aqui inúmeras formas que, no seu conjunto, convidam a uma percepção planetária e a uma consciência ecológica não só da coabitação, mas, sobretudo, da interdependência entre formas de vida humana e não-humana (animal, vegetal, mineral) – assunto vital, para cuja premência e urgência a própria realidade pandémica veio, mais do que nunca, alertar”, refere.

Entre os trabalhos a serem mostrados, destacam-se os com títulos, “Corpo fechado”, “Estudo para corpo fechado”, “Trípico da Kissama”, “Trípico de Massangano”, “Silent Voices”, “Alma e circunstância”, “Tríptico Molhado”, entre outros.

A curadoria

A Movart conta com mais de 40 exposições realizadas em diferentes formatos, desde projectos pop-up a projectos comissariados, que foram apresentadas em Luanda, Lisboa, Paris e Nova Iorque. Estes projectos ocuparam espaços incomuns, como o semi construído Maianga Office Park, espaços institucionais, como a Galeria Banco Económico e o Instituto Camões de Luanda, e espaços temporários, como o prédio Palais Castilho em Lisboa.

O projeto ganhou visibilidade, apoiou o desenvolvimento de um mercado local e internacional, viabilizou a instalação da galeria num espaço permanente e a participação regular em feiras de arte.

“A missão da MOVART é garantir que o mundo conhece a produção de artistas oriundos de países do continente africano e das suas diásporas”, destaca Janire Bilbao, a fundadora e directora da galeria.

Desde 2017, a MOVART tem participado regularmente em feiras internacionais, tais como a 1:54 Contemporary African Art Fair (Nova Iorque), Scope International Art Show (Miami Beach), FNB Joburg Art Fair (Joanesburgo), London Art Fair (Londres), AKAA Fair (Paris), ARCOMadrid e ARCOlisboa.

O artista

António Ole assinalou 50 anos de carreira artística em 2019, tendo assinalado a ocasião com a mostra “50 Anos – Passado, Presente e Futuro”. Multifacetado, distingue-se não só com trabalhos de artes plásticas como também na fotografia e no cinema.

Na forja pretende desenvolver um projecto que envolve viajar para algumas ilhas em África que se intitula “Insula”. A mesma visa o desenvolvimento de um trabalho sobre as culturas crioulas dos arquipélagos, bem como aferir os sincretismos destas culturas, designadamente, Cabo-verde, Gorée-Senegal, São Tomé e Príncipe, Mussulo, Ilha do Cabo, Ilha de Moçambique, Zanzibar- Tanzânia, Lamu-Quênia e outras.