CNJ considera divergência sobre o dia da juventude “um não assunto”

CNJ considera divergência sobre o dia da juventude “um não assunto”

Para o Conselho Nacional da Juventude, os focos cinzentos em torno do dia 14 de Abril, estabelecido como o dia da juventude angolana, tem como principal motivação questões políticas, sobretudo a nível dos partidos da oposição, com enfoque para a UNITA

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, disse que a discussão em torno das divergências relacionadas ao dia nacional da Juventude, a assinalar- se a 14 deste mês, é um não assunto, porquanto as organizações da sociedade civil e políticas participaram do debate em torno da aprovação desta data, em 2005.

Segundo o líder associativo, que falava em declarações a OPAIS sobre a comemoração do dia, os focos cinzentos em torno do dia tem como principal motivação questões políticas sobretudo a nível dos partidos da oposição, com enfoque para a UNITA. Neste sentido, frisou, é irrelevante a luta por alteração de uma data que, aquando da sua aprovação, foram ouvidas diferentes organizações da sociedade civil, política e até religiosa.

No seu entender, a juventude angolana deve ser olhada e analisada para lá das questões políticas, situação que, no seu entender, enfraquece o espírito de luta.

Isaías Kalunga defende uma rampa de consenso na discussão dos assuntos relacionados ao bem estar da juventude e não circunscrever a luta numa data figurativa que é o 14 deAbril. Conforme explicou, a juventude angolana tem muitos desafios e não faz sentido que a discussão e análise dos problemas desta franja da sociedade estejam circunscrita ao 14 de Abril.

De acordo ainda com Isaias Kalunga, é preciso que todas as forças vivas da sociedade estejam disponíveis a discutir os problemas da juventude com elevação e contribuírem para que a efectivação das políticas públicas deste segmento populacional seja um facto.

Ultrapassar as dificuldades

Por outro lado, o presidente do CNJ reconhece as dificuldades actuais da juventude, sobretudo no que o emprego diz respeito em função dos freios económicos que o país está a passar. Contudo, apela aos jovens a serem criativos e a lutarem para que tenham os seus objectivos realizados.

De acordo com Isaías Kalunga, a crise não pode constituir num factor inibidor para que os jovens avancem. Para ele, a capacidade de superação, resiliência e criatividade são dos factores que vão contribuir para que as dificuldades sejam ultrapassadas.