Kyaku Kyadaff proporciona viagem musical à “ancestralidade Kongo”

Kyaku Kyadaff proporciona viagem musical à “ancestralidade Kongo”

Ritmos e tradições da cultura kongo ficaram uma vez mais evidenciadas, durante o concerto musical o “Reino”, protagonizado por Kyaku Kyadaff , no quadro do projecto “Show do Mês”, iniciativa da Nova Energia

O músico Kyaku Kyadaff foi o protagonista de mais uma edição do “Show do Mês Live-Hospitality”, realizada no passado Sábado, em Luanda, cujo mote foi a celebração da música de um dos reinos mais antigos de África, o Kongo.

Devido ao espólio do seu acervo do seu material e imaterial, a capital do reino, Mbanza Kongo, foi elevada a Património da Humanidade pela UNESCO, localidade que, por sinal, enterra o cordão umbilical do músico Kyaku Kyadaff .

Por esta razão, o artista proporcionou uma viagem aos ritmos e tradições da cultura kongo, várias vezes manifestada através da música, simbolizando momentos da vida comum, que vão desde o nascimento à morte.

Além de interpretar temas de sua autoria, fez uma romaria ao cancioneiro popular kongo. No começo da sua interpretação não deixou de cantar o tema que dá título ao seu primeiro álbum musical “Se Hunguile”.

Para o gáudio dos telespectadores e internautas, a viagem musical passou pelos temas “Kilamba”, “Mónica”, “Kadyongo”, “Sem medidas” que contou com a participação do barítono Bruno Netto, seguindo-se “Mamã Grande” e “Doença do bolso”.

Saindo das vestes de apresentador do programa e por sinal aquela que seria a sua despedida no formato “Live do Show do Mês”, o também músico Kizua Gourgel se pôs em palco revisitando os tem nas “Eu vou voltar” e “Nguidifuangana”, de Teta Lando e Rui Mingas, respectivamente.

Identidade

Num rol ao music hall kongo, Kyaku Kyadaff visita a discografia de François Luambo Luanzo Makiadi ou simplesmente “Francó”, uma das mais notáveis figuras da música congolesa, interpretando “Likambo ya Ngana”, “Siluwangi wapi accordeon” e “Azda”, esta última em dueto com o solista Teddy N’sigui.

Trajado de uma batina que mais identifi ca o povo kongo, o músico deu prosseguimento à sua performance com as canções “Elvis Kemayo” e “Sam Fan Thomas”, exibindo o seu elenco bandeiras das actuais repúblicas do Congo Democrártico e Gabão, anteriormente adstritas ao reino do Kongo em Angola.

Outros temas

O concerto prosseguia cada vez mais animado e electrizante. Na voz de Kyaku podia-se ouvir “Relógio biológico” e ainda “Mazakalele”, “Ntoyo”, “N’sanda”, “Tradicional”, todas elas do ilustre músico angolano Teta Lando.

Depois de entoar “Sorry, sorry Baby”, mais uma visita ao Congo Democrático para ouvir um tema de Pepe Kalle, num misto de dança em que se podia ver a exibição do conhecido anão Mará, uma figura emblemática nas lides luandenses. “Bibi”, “Prazer quebrado” e “Sete rosas”, também estiveram no alinhamento.

Em volta de emoções que marcaram a despedida de Kizua Gourgel, os painelistas desta edição, Toni Sofrimento, Miguel Tumba e Isaac Paxe, enalteceram e valorizaram os feitos da produtora bem como falaram da representação kongo, na cultura de Angola.

Antes mesmo do desfecho do show, quem não deixou de estar em palco foi o músico Socorro, também com cordão umbilical no “Reino, deu a ouvir “Indigana”. “Reticências” foi a música que seguiu tendo as hostilidades encerrado com “Tata N’keto”, de Teta Lando.

Próximo concerto

A próxima atracção do “Show do Mês Live – Hospitality” será uma homenagem à vida e obra do agrupamento, os Kiezos. Um conjunto histórico dos mais representativos da música popular angolana, com realce para o estilo Semba.