É de hoje…Realizações da ZEE

É de hoje…Realizações da ZEE

Lembro-me de um dia em que me sentei com o António ‘Toni’ Henrique da Silva, o ‘Tony’ Dinguanza para os mais próximos, quando pretendia algumas informações sobre a estrutura que dirigia naquela época.

Foi há cinco anos. No edifício da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP). De um lado o estava o jornalista ávido em obter dados sobre o investimento privado no país e do outro o gestor e empresário apaixonado pelo sector e um forte impulsionador do processo de diversificação da economia.

Lembro-me de na altura ter repetido, energicamente, que havia uma grande oportunidade de negócio a nível da produção do óleo de palma, dada a sua aplicação em várias áreas industriais. Falou do turismo e do relançamento da indústria, com ideias próprias, muito longe dos desafios que o futuro se encarregaria de colocar à frente.

O homem falava com uma paixão, quase doentia, muito confiante no renascimento da economia angolana em vários quadrantes, podendo proporcionar ao país milhares de posto de trabalho.

Ontem voltei a ver o gestor, à distância, claro, no rescaldo de uma visita efectuada por um grupo de diplomatas que se dirigiriam à Zona Económica Especial para testemunharem o que tem sido feito ao longo dos últimos tempos.

Há pouco tempo, quando se anunciou que haveria algumas privatizações naquele complexo situado no município de Viana, houve quem duvidasse que se pudesse assistir a um ressurgimento do sector industrial nos moldes em que foi narrado pela equipa de diplomatas.

Foi bom ver alguns diplomatas terem dito que não acreditavam que em Angola se produzia os produtos que viram, como telemóveis, electrodomésticos, tractores, produtos de limpeza e tantos outros.

Contra muitas expectativas, sobretudo dos mais cépticos há indicadores de que com a aposta do investimento nacional, privado e até misto outros ventos venham a soprar a partir da Zona Económica Especial (ZEE).

Neste Tour Diplomático ficou também subjacente que milhares de postos de trabalho têm sido criados aqui bem pertinho, numa estrutura hoje aos cuidados de ‘Tony Dinguanza’, meia década depois do encontro. São números que, apesar da diversidade das necessidades ainda existentes em termos de empregabilidade, acabam sempre por fazer a diferença.