Finalistas de engenharia dispõem-se a salvar ruas alagadas de Luanda

Finalistas de engenharia dispõem-se a salvar ruas alagadas de Luanda

Habituado a dar-se para desafios que visam transformar uma área para melhor, o engenheiro civil e empreendedor Angelino Quissonde dirige um grupo de estudantes universitários finalistas das engenharias que se dispõe a salvar algumas ruas de Luanda

De acordo com o especialista de construção civil e docente universitário, Angelino Quissonde, a forma de actuação desse movimento consiste em fazer uma revolução durante as suas intervenções, concebendo, em grande medida, a sala de aula como suporte dos conhecimentos teóricos das equações, dos modelos reduzidos.

“Queremos trazer todas essas soluções que nós temos abordado nas sessões de aula para fora, proporcionando aos estudantes um momento único e motivo de participarem directamente na resolução dos problemas, de estarem ao encontro daquilo que são as situações e agirem”, explicou o mentor do projecto.

Segundo o engenheiro, nessa altura, já fizeram o diagnóstico dos problemas da estrada da Brigada, no Rangel, município de Luanda, e estão, igualmente, a esboçar a caracterização desta zona, do ponto de vista topográfico e hidrológico, a fim de apresentarem a melhor solução.

Depois disso, pensam em actuar na popularmente conhecida como zona da bacia da Vanan, em Talatona, onde também depois dos devido diagnóstico e caracterização, vão apresentar as melhores soluções.

O líder do movimento dos futuros engenheiros considera as administrações locais como parceiras incondicionais, porque a sua equipa precisa de trabalhar, directamente, com as mesmas, para lhe fornecerem tudo da arte que já está feita, os projectos existentes e os dados em posse dessas repartições do Estado, de tal sorte que ela e os estudantes possam ganhar mais tempo, aproveitando, ao máximo, o que já foi bem feito, pois, a partir desses meios, nós poderemos juntar outros actuais.

“Muitos desses meios que as administrações dispõem são fundamentais para o nosso estudo, têm um papel preponderante para que efectuemos o melhor trabalho possível, porque já há muitos e bons trabalhos feitos em Luanda, que nos obrigam a equipará-los com os dados actuais”, realçou o técnico, tendo asseverado que isso lhes ajudará a fazerem as melhores actualizações possíveis.

Quanto aos resultados que o seu movimento pretende, Angelino Quissonde salientou que pretendem colocar à disposição do Governo da Província de Luanda(GPL) ou das administrações municipais mais uma ferramenta importante para a gestão e para solucionar os problemas de concreto.

Para tal, a rede dispõe de duas variantes, sendo a primeira referente a uma solução estruturante a ser aplicada a médio ou a médio- longo prazos, uma projecção que pode acontecer num período de cinco a 10 ou mesmo a 15 anos, sendo que, paralelamente a essas, deverão apresentar uma solução emergencial.

Mitigação quando não há solução

O engenheiro civil admitiu que o último tipo de solução de que se referiu não tem intuito de resolver totalmente o problema.

“Mas são subsídios que ajudam a mitigar ou aliviar, em jeito de um bálsamo às populações mais afectadas, aos utilizadores dessas zonas, de modo que o impacto das chuvas não crie uma insegurança, nem um impacto geral, até que se aplique a solução estruturante e definitiva.

Finalmente, relatou que as expectativas resumem-se em colocar a academia a apoiar cada vez mais as administrações locais e o governo provincial, por meio de análise, reflexões e relatórios, ao ponto de se elaborar de forma física os fenómenos de engenharia que servem de base para se fazer o dimensionamento, a fim de se ter uma solução que vai de encontro àquilo que são os problemas que Luanda hoje enfrenta.