Comissão multissectorial lamenta incumprimento das medidas de prevenção contra a COVID-19 por parte da população

Comissão multissectorial lamenta incumprimento das medidas de prevenção contra a COVID-19 por parte da população

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, assegurou que a comissão multissectorial de Prevenção e Combate à COVID-19 vem observando com tristeza, de um tempo a esta parte, um relaxamento no cumprimento das medidas de protecção individual e colectiva na prevenção contra o novo Coronavírus por parte da população. Não se regista o uso da máscara facial, a lavagem das mãos com água e sabão, o distanciamento físico entre as pessoas, o não ajuntamento populacional e a não violação da cerca sanitária

O governante realçou que, em função do não cumprimento das medidas de biossegurança, há mais de duas semanas que o país tem registado o aumento vertiginoso de casos de óbito em grupos populacionais que eram considerados menos expostos ou protegidos.

O responsável, que falava durante a apresentação diária dos dados da COVID-19, avançou ainda que actualmente consta da estatística diária crianças e jovens a serem acometido pela pandemia. “Estamos a registar muitos surtos, sobretudo na província de Luanda, provocados na sua maioria pelas novas variantes do SARS-COV-2.

Estamos a falar da variante inglesa e sul-africana”, lamentou.

O responsável considera que infelizmente a população tem abandonado as medidas de protecção individual e colectiva.

Franco Mufinda referiu igualmente que estas variantes têm uma alta capacidade de transmissão e de mortalidade. Segundo ele, o sistema de vigilância epidemiológica está a notificar diariamente famílias e empresas com números expressivos de contaminados. Considera que deste modo o processo parece voltar ao triste mês de Outubro do ano passado, mas desta vez com uma dupla velocidade.

“Isto não é bom e se assim continuar o sistema de saúde do país poderá colapsar”, disse Mufinda, realçando que “é possível evitar está situação respeitando a observação das medidas de proteção individual e colectiva.”

Por outro lado, explicou que o executivo continua a mobilizar os meios materiais, humanos, tecnológicos e cognitivos para evitar que o pior aconteça. Para tal, espera que cada um dos cidadãos faça a sua parte. “E quem deve ser vacinado que o faça como um dever de cidadania”, explicou.

171 novos casos e mortes nas últimas horas

O país registou, nas últimas 24 horas, a ocorrência de 171 novos casos, três mortes e 28 recuperados. Entre os infectados, 156 residem na província de Luanda, seis em Benguela, quatro no Namibe, três em Cabinda e dois na Lunda-sul. Existem no total 24.122 casos positivos, com 560 óbitos e 22.203 recuperados.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, no mesmo período foram reportados três óbitos, dois em Luanda, do sexo feminino, com idades entre 53 e 93 anos, e um em Benguela, do sexo masculino, de 66 anos. Todos cidadãos angolanos.

No mesmo período, foi registado a ocorrência de 171 novos casos, dos quais 82 do sexo masculino e 89 do feminino, com idades entre 1 aos 83 anos.

Nas últimas horas, conseguiram recuperar 28 pacientes, sendo 20 em Luanda, quatro em Benguela e igual número na província do Namibe.

Com a alteração dos dados, o país passa a ter um total de 24.122 casos positivos, com 560 óbitos , 22.203 recuperados e 1358 casos activos.

Quanto aos casos activos, três estão em estado crítico, 14 graves, 59 moderados, 42 leves e 1241 assintomáticos.

Fez saber ainda que 47 infectados estão internados nos diferentes centros de tratamento a nível do país e foram realizadas duas altas epidemiológica em Benguela. E as autoridades sanitárias assistiram 780 contactos, através da linha de apoio psicológico.