Editorial: Tempo curto

Editorial: Tempo curto

Na Sexta-feira, pela primeira vez, o Executivo tomou uma posição contundente em relação ao que se tem passado um pouco pelo país quanto aos cuidados contra a Covid-19.

Na habitual conferência de balanço, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, reconheceu aquilo que se via todos os dias, a olho nu, o que propicia sobremaneira o aumento dos casos de infecção e consequentemente do número de mortes provocados pela própria pandemia.

Angola, ao contrário do que se apregoava, parece ter invertido o curso dos acontecimentos, apesar da referência que ainda representa para muitos países em termos do controlo da doença. A julgar pelos casos, ultimamente cifrados em três dígitos, o que restará é saber se o Executivo não irá resistir à tentação de se endurecer ainda mais as medidas para que não se chegue a um momento de exaustão nos serviços de saúde.

O secretário de Estado, Franco Mufinda, fala na possibilidade de uma saturação dos serviços de saúde. Está aí uma posição que deve merecer de todos alguma reflexão, antes que não se consiga sequer reverter o que se vive hoje nas ruas, famílias, restaurantes e festas.