Benguela regista perto de 50 unidades hoteleiras paralisadas

Benguela regista perto de 50 unidades hoteleiras paralisadas

O sector hoteleiro na província de Benguela continua a registar perdas, subiu para 50 o número de unidades hoteleiras encerradas, contra as 40 registadas em 2020. O presidente da Associação dos Hoteleiros em Benguela, Jorge Gabriel, apela ao Executivo o abrandamento das medidas e o apoio à classe

Jorge Gabriel disse que o sector hoteleiro caiu 50% com o encerramento de várias unidades hoteleiras, principalmente o segmento da restauração nos municípios de Benguela, Lobito, Baía Farta e Catumbela. Daí a necessidade de se reverem as medidas de reestruturação para evitar que mais restaurantes sigam o mesmo caminho.

“A rede hoteleira em Benguela continua a registar grandes perdas. Nas últimas semanas, dois restaurantes de referência paralisaram os serviços nomeadamente, o Benamor e o Kalu Beach, este último por incumprimento das medidas implementadas pelo Executivo neste período da pandemia.

O também membro da Associação dos Hotéis Resorts de Angola (AHRA) referiu que as unidades hoteleiras têm dificuldades em manter os serviços, por falta da implementação do alívio económico no sector. Em termos de afluência, o segmento da restauração continua a registar poucos clientes, ressaltando que muitos empresários não conseguem pagar salários aos funcionários, que sobrevivem de vales e torna a vida cada vez difícil.

Restaurantes com despesa superior às receitas

Disse ainda que, as unidades hoteleiras, restaurantes e similares se deparam com despesas superior às receitas, o que leva muitos funcionários para o desemprego e aumenta a dificuldade no seio familiar. Além de todas as dificuldades no sector, os organismos do Estado continuam a solicitar serviços às unidades hoteleiras e pagam cinco meses depois.

“Que não obriguem as unidades hoteleiras a enveredarem para outras actividades ilícitas para continuarem a funcionar. É preciso que o Estado cumpra o prometido, em relação ao alívio económico neste momento, perto de 50 unidades encerraram as portas, com destaque para o grande hotel Mombaka e os restaurantes o Fininho, Ferro Velho, Kalu Beach,Benamor e outros”, disse.

Jorge Gabriel referiu que as dificuldades no sector de hotelaria e restauração prendem-se com o aumento dos impostos e a obrigação de compras com apresentação de facturas. Lembrar que, em 2020 o sector hoteleiro registou baixa de 40% e em Novembro do mesmo ano a taxa de ocupação que variou de 10 a 40%.

Localizada no litoral centro do país, a província de Benguela é das regiões com grande potencial turístico, tendo em conta a variedades de praias, restaurantes e hotéis que oferecem serviços de qualidade. As suas potencialidades económicas vão desde o sector das pescas, da agricultura, da indústria extractiva e transformadora, e do turismo. Os municípios do Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta são considerados os principais pólos de atracção turística por nacionais e estrangeiros.