Editorial: Manifestação

Editorial: Manifestação

As condições de ensino, propinas e outras que atentem contra o direito à educação, consagrada na Constituição da República de Angola serão sempre motivo de luta, tanto para o partido que dirige Angola, o MPLA, assim como outras organizações políticas e entidades ligadas à sociedade civil.

Por isso, mais do que se privatizar determinados movimentos, como vai ocorrendo, todos os que se mostrarem favoráveis à melhoria de um ensino universal devem merecer o reconhecimento da sociedade, independentemente da cor partidária que represente.

Por isso, mesmo que não se goste, o facto de Isaías Kalunga ter comparecido na manifestação em que acabou molestado deveria servir até de mote para que algumas das reivindicações pudessem ser encaminhadas para determinadas estruturas por ele enquanto líder do Conselho Nacional da Juventude. Mas este acabou por não ser o entendimento de outras pessoas, algumas das quais se parecem assenhorar como patriarcas do movimento de manifestações. É inconcebível que alguns deles até façam apologia à agressão, defendendo a mesma coisa que repudiam veementemente quando a Polícia investe sobre eles.