Uíge lidera produção de 175, 9 mil metros cúbicos de madeira prevista para este ano

Uíge lidera produção de 175, 9 mil metros cúbicos de madeira prevista para este ano

Pelo menos 13 províncias do território nacional deverão garantir a produção da presente campanha florestal que prevê também, além da madeira, a exploração de outros recursos como o carvão e a lenha.

O Governo licenciou um máximo de 35 mil metros cúbicos de madeira em toro para serem explorados, este ano, somente na província do Uíge, indica o Ministério da Agricultura e Pescas, através de um Decreto Executivo, de 15 de Abril.

O diploma, que estabelece as quotas por províncias e espécies da madeira em toro a serem exploradas este ano, torna assim a província do Uíge na maior produtora do recurso em causa, na presente campanha florestal.

No total, o Governo prevê produzir este ano 175,9 mil metros cúbicos de madeira em toro, em 13 províncias, identificadas com potencial para a produção deste recurso que, segundo os dados oficiais, tem gerado alguma receita para os cofres do Estado.

Consta que só entre Dezembro de 2020 e Fevereiro deste ano, o Estado arrecadou cerca de USD 19 milhões e 15 milhões de euros com a exportação de madeira nacional, conforme dados avançados à imprensa, na altura, pelo secretário de Estado para as Florestas, André Moda.

Depois do Uíge, Cabinda é a segunda província com mais licenças de exploração de madeira em toro, na presente campanha florestal (25 mil metros cúbicos, no total), seguida do Bengo (24 mil metros cúbicos), Moxico (19.750 metros cúbicos) e Cuando Cubango, com 15 mil metros cúbicos.

Segundo o o secretário de Estado para as Florestas, André Moda, que falava por ocasião do Dia Internacional das Florestas, assinalado a 21 de Março último, em 2020, o sector previa produzir 500 mil metros cúbicos de madeira, através da floresta nativa, mas “não conseguiu explorar pelo menos a metade desta quantidade, por razões financeiras”, nem “exporta 80% da madeira produzida, por não possuir uma industrialização afinada”.

Conforme os dados de 2020, pelo menos 128 empresas tencionavam fazer a exploração de madeira em todo o país, mas apenas 116 concretizaram o desejo, contra 300 empresas da campanha florestal do período homólogo.

Recentemente, mais precisamente em Março último, o país assistiu à celebração do primeiro contrato de concessões florestais, experiência que teve o seu arranque na província do Huambo, com a expectativa de expandir- se para o resto do território.

De acordo com André Moda, que não precisou os principais mercados da madeira exportada de Angola, é intensão do Executivo angolano implementar este tipo de iniciativas em todo o país, particularmente na Região Sul e Leste, no âmbito de um plano que prevê o repovoamento das áreas exploradas.

António Nogueira