MED tem até Setembro para começar a imprimir manuais escolares internamente

MED tem até Setembro para começar a imprimir manuais escolares internamente

O Ministério da Educação (MED) vai, no próximo ano lectivo (Setembro), passar a imprimir os manuais escolares nas gráficas nacionais. Por esse motivo, estão a ser efectuadas visitas de avaliação às gráficas existentes. Até ao momento, seis gráficas receberam a delegação do MED

A directora do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação, Irene Neto Figueiredo, referiu que estão a ser efectuadas visitas às gráficas da província de Luanda, com o objectivo de constatar a capacidade, qualidade e tecnologia para trabalharem com o MED na impressão dos manuais escolares.

Em visita à Damer Gráfica, ontem, Terça-feira, dia 20, ao Talatona, a responsável esclareceu que após o contacto com as demais gráficas será decidido quem irá trabalhar com o MED. “Queremos trabalhar com as gráficas nacionais, no sentido de reduzir o preço de produção e transportação dos manuais escolares, pois há necessidades urgentes de termo os manuais prontos, no próximo ano lectivo, que terá início em Setembro do ano em curso”, explicou.

Por sua vez, o administrador da Damer Gráfica, Délcio Gama, avançou que a empresa que dirige conta com duas máquinas rotativas instaladas, com capacidade para imprimir quatro (4) milhões de livros mensais – de forma geral. “Nos próximos tempos será instalada uma rotativa que vai duplicar a capacidade de produção”, disse.

Délcio Gama garantiu que a Damer possui matéria-prima suficiente para atender a solicitação especifica de clientes que queiram imprimir só manuais escolares, com capacidade para imprimir 70 mil manuais, ressaltando que 90% do material é importado do mercado internacional, como é o caso do papel, tintas para impressora, as chapas e outros produtos, enquanto 10% são adquiridos localmente.

Em relação à facturação, sem a impressão de livros escolares, a gráfica obtém 200 milhões de Kwanzas por mês com a impressão de produtos comerciais, como livros, jornais, revistas, folhetos, embalagens alimentares e rótulos. Segundo ele, com a actual conjuntura verifica-se uma redução na carteira de clientes. Para manutenção das máquinas, a empresa conta com profissionais angolanos e emprega 104 funcionários, que trabalham em regime de turno. De acordo com informações disponíveis, no ano transacto, foram produzidos no total 37 milhões e 500 mil manuais do ensino primário. A produção de livros, no ano lectivo 2019/2020, custou mais de 16 mil milhões de Kwanzas ao Governo.

Além da delegação do MED, esteve presente no evento o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem.