Somália pede ajuda à UA para superar crise política

Somália pede ajuda à UA para superar crise política

O Presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed Farmaajo, pediu ontem à União Africana (UA) que ajude a resolver a crise política suscitada pela prorrogação de dois anos do mandato do chefe de Estado somali

O pedido de Mohamed Abdullahi Mohamed Farmaajo foi transmitido, numa reunião, ao Presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, que detém actualmente a presidência da União Africana.

“Durante uma reunião presencial de duas horas, o Presidente da Somália solicitou a participação do Presidente Tshisekedi, na sua qualidade de presidente da UA, para enquadrar e facilitar as negociações com todos os actores envolvidos nesta crise”, anunciou hoje o Governo congolês através do Twitter.

“Defendendo soluções africanas para os problemas africanos, o chefe de Estado [congolês] saudou a abordagem do Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed no sentido de se abrir à UA e estender a mão a todas as forças somalis envolvidas para alcançar uma paz justa e duradoura”, acrescentou.

Farmaajo chegou à capital da República Democrática do Congo no Domingo, dias depois de a comunidade internacional, bem como os opositores e líderes regionais se terem oposto à moção aprovada na Segunda-feira pela câmara baixa do parlamento (Casa do Povo) para o manter em funções sem ir às urnas.

O mandato do chefe de Estado somali terminou oficialmente a 08 de Fevereiro e o Presidente tinha-se comprometido meses antes – juntamente com outros cinco líderes regionais no chamado acordo de 17 de Setembro – com a organização de eleições indirectas por clãs no início de 2021.

A Somália vive num estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um governo eficaz e nas mãos de milícias e senhores da guerra islâmicos.