Empresários pedem maior abrangência na implementação dos programas económicos

A associação que congrega os empresários de Luanda diz que a participação nos processos económicos continua a se fazer por conveniência, um processo que retarda o desenvolvimento do país

O secretário-geral da Federação das Associações Empresariais de Luanda (FAEL), José Neto, pede maior abrangência na implementação dos programas económicos para que sejam atingidas as metas de desenvolvimento sustentável no país.

O responsável associativo fez estes pronunciamentos recentemente durante o Workshop de Avaliação do Esboço do 1º Relatório Voluntário dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que Angola prevê entregar a Organização das Nações Unidas (ONU) em Julho do corrente ano.

José Neto disse ser necessário que o Governo implemente, na prática, os seus programas e projectos económicos com a participação de toda noção de acordo com o aporte laboral de cada cidadão.

“Nem sempre é isso que acontece em Angola porque os processos não são abrangentes. Continuamos a fazer escolhas por conveniência. Se mudarmos isso nem precisamos esperar pela agenda 2020-2030 para melhorar a vida dos angolanos”, disse José Neto.

O secretário-geral da FAEL disse que a abrangência nos processos daria a oportunidade de mais participação, incluindo nos recursos financeiros, e o país começaria a trilhar o caminho do desenvolvimento em cinco anos.

A Federação das Associações Empresariais de Luanda (FAEL), surgiu em 2015 e congrega 18 associações, cujo objectivo principal é apoiar a materialização de políticas e programas de desenvolvimento económica e social do Executivo na província de Luanda, com enfoque nas micro, pequenas e médias empresas.

A Agenda 2020-2030 para a materialização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), representa desafios e exige uma acção colectiva e articulada de todos os parceiros de desenvolvimento, sob a liderança dos governos, para garantir que ninguém seja deixado para trás.