MEA pretende intentar processo-crime contra a Polícia Nacional

O Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) pretende apresentar, nos próximos dias, uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o Comando Provincial de Luanda (CPL) da Polícia Nacional

A alegada queixa será apresentada para que os efectivos da Polícia Nacional , em serviço no dia da manifestação (Sábado, 17), sejam responsabilizados civil e criminalmente pelas alegadas agressões que terão provocado aos estudantes.

O presidente do MEA, Francisco Teixeira, que falava em conferência de imprensa para apresentar o seu balanço da manifestação, sustentou que o Movimento de Estudantes Angolanos vai apresentar também queixa por terem sido violados os direitos dos estudantes.

“Foram brutalmente agredidos jovens de 16, 17 anos. Não somos marginais apenas reivindicamos os nossos direitos”, desabafou.

Segundo a fonte, dias antes, a instituição que dirige e o Comando Provincial de Luanda(CPL) reuniram- se e chegaram a um acordo sobre a rota da manifestação.

Informou que depois de concentrados na sede do Ministério da Educação(MED), local acordado com a Polícia Nacional de que seria o término da manifestação pacífica, foram surpreendidos por agentes da Polícia de Intervenção Rápida(PIR) que os terão agredido brutalmente.

Francisco Teixeira acrescentou que do acto brutal atribuído a efectivos da PIR resultou o ferimento de 20 estudantes, 15 desmaios de estudantes do sexo feminino, decorrentes do lançamento de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

Segundo ainda a fonte, desapareceram sete telemóveis, quatro pastas, valores monetários calculados em 50 mil kwanzas e foram detidas 30 pessoas.

Na conferência de imprensa, o líder associativo demarcou- se de qualquer acto de agressão física contra o presidente do Conselho Nacional da Juventude(CNJ), Isaías Calunga, praticado por alguns jovens.

A manifestação serviu para reivindicar a subida das propinas e emolumentos nas instituições do ensino superior públicas e privadas, bem como a anulação do Decreto Presidencial nº 124/20 de Maio.