MINSA confirma morte de crianças e de quem já foi vacinado contra Covid-19

MINSA confirma morte de crianças e de quem já foi vacinado contra Covid-19

A directora Nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, confirmou ontem, em entrevista à Rádio Nacional, a morte de muitas crianças e de pessoas que já tinham sido vacinadas contra a Covid-19, devido à baixa imunidade

Segundo Helga Freitas, aconteceram mortes de jovens e crianças que tenham muito baixa imunidade e, também, de cidadãos que já tenham sido vacinados. Frisou que sempre chamaram atenção às pessoas que, mesmo depois da primeira dose, deveriam manter as medidas de biossegurança de protecção individual, bem como continuar a utilizar a máscara, evitar aglomerados de pessoas e manter o distanciamento físico.

“Tendo a primeira dose, não se está ainda imune. Essa imunidade vai se tendo ao longo do tempo e as pessoas não são todas iguais. Há pessoas que são capazes de ter logo essa imunidade, mas há outras que não, por baixa imunidade. Então, nós também alertamos para esse facto”, afirmou.

A primeira dose não significa que estamos imunes, frisando que muitas, provavelmente, dessas mortes que ainda estão em investigação tenham a haver já com as novas variantes.

A directora Nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, fez saber que desde o dia 23 e 24 de Março começaram a observar um aumento de números de casos e a partir daí iniciaram uma investigação.

Já tinham começado uma investigação das genotipagens das amostras, isto devido às novas variantes. De um total de 640 amostras que foram enviadas para a África do Sul, 120 são da variante inglesa e 20 da sul-africana.

“Apesar de todos os esforços feitos a nível dos pontos de entrada de Luanda, principalmente no Aeroporto Internacional, como sabem, que se fez o teste para o desembarque, infelizmente houve alguns casos que entraram no país que, como sabem, são estirpes que têm uma alta transmissibilidade”, lamentou.

Disse ainda que se notou imediatamente que isto provocou um aumento de casos na transmissibilidade que hoje estamos assistir.

“Portanto, temos assistido a um relaxamento por parte da população e, neste momento, assiste-se a uma fase na qual é quase nulo o uso de máscaras; observa-se, de facto, um grande relaxamento das medidas. Este tipo de acções, provoca efectivamente, um aumento de casos”, disse.

“Temos de ser rigorosos, senão nunca saímos dessa situação”

Helga Freitas apelou à população a cumprir com o decreto do Executivo. “Temos de ser rigorosos, senão nunca mais saímos dessa situação. Se não cumprirmos, e continuarmos a não usar máscaras, a dar festas, a estarmos nos ajuntamentos e a não lavarmos correctamente as mãos, é natural que isso aumente os casos por muito tempo”, lembrou.

Por outro lado, fez saber que nesta altura, em termos de vacinação, o país está bem, sendo que o plano de vacinação contra a Covid-19 colocou muitos desafios. Neste momento, já estão a vacinar em todo o país e foram vacinados 100% dos objectivos inicialmente previstos.

Entretanto, reconheceu que houve, inicialmente, e continua a haver uma grande rejeição da vacinação e estão a trabalhar sobre isso, salientando que melhoraram nas últimas duas semanas o indicador com algumas coberturas.