A educação como a chave para o sucesso de qualquer Estado

A educação como a chave para o sucesso de qualquer Estado

Todos concordamos que a chave para o alcance do sucesso de qualquer sociedade é a educação. Daí a enorme preocupação e engajamento de todo Estado que rapidamente entende a importância deste valor para o ser humano. Tal preocupação consiste na disponibilização de um sistema educativo de qualidade que passa pela formação adequada do pessoal docente, por uma escola capaz de responder às necessidades da comunidade e proporcionar uma educação holística para todos cidadãos.

Repare-se que o Estado que vê na educação um instrumento para a resolução dos principais problemas dos diversos âmbitos da sociedade tem a chave para o avanço económico, social e sobretudo tecnológico. E a sua visão é visível através do seu orçamento geral, porque por este meio percebe-se o quanto se vai investir, se é vista com seriedade e incluída no pacote de políticas prioritárias. Esta necessidade de vê-la como uma prioridade deve-se a razão de ser entendida como um direito inalienável do ser humano o que significa que apostar na educação do cidadão é respeitar verdadeiramente a sua condição enquanto ser humano e promover a sua valorização ou dignidade.

Note-se que com a aldeia global, o mundo cada vez mais parece pequeno de tal modo que nenhum país se pode perceber como uma ilha, negando a influência dos outros, pois, esta é, em contextos actuais, um critério, indubitavelmente, imprescindível para que se tenha um sistema educativo mais eficaz. Reforça-se que há sempre a necessidade de todos Estados abrirem- se e compararem-se uns aos outros para que haja mudanças no modo de ver esta nau que nos permite navegar em direcção ao sucesso sem que se aliene ou se descure totalmente das especificidades de um determinado povo.

Assim, pensa-se haver em determinados Estados mormente alguns da África subsaariana, como o caso de Angola, uma cegueira mórbida na medida que há uma tendência de teimar olhar para educação como a chave para abrir-se a porta do sucesso e isso justifica todos os problemas que se tem em todos os níveis nestas sociedades. Tal cegueira não permite a criação de uma escola capaz de fazer frente aos principais desafios da sociedade e que pregue um ensino eclético que alcance todos os cidadãos de tal maneira que se tenha uma cidadania mais participativa e com discernimento lógico capaz de imbuílo no processo de resolução dos principais problemas. Observa-se aqui uma clara contradição já que num lado se prega o sucesso, desenvolvimento, mas noutro secundariza-se um aspecto que deve ser de primazia, a educação, para o alcance deste desiderato. Por isso, pensa-se que o Estado que tem como objectivo o alcance do sucesso não deve ignorar a educação porquanto esta atitude revela a sua falta de projectos para com o homem, o cidadão.

O facto da educação ser entendida como a chave para o sucesso de qualquer Estado implica que não se pode procurar as razões do insucesso em outros factores que não seja a própria inexistência de uma educação suficientemente capacitada para desenvolver no homem∕cidadão competências ideais de forma a promover no seu meio social mudanças significativas. Logo, ante ao insucesso, é extremamente, importante que se questione, primeiramente, o sistema educativo e todo aparato que o envolve para que se resolva a questão, o contrário não passa de uma utopia, uma vez que os Estados-modelo em matéria de desenvolvimento sempre priorizaram a educação.

Não há sequer um país que se desenvolveu sem ver na educação um parceiro para proporcionar tal avanço. Nesta senda, este pseudo-paradigma que alguns países têm criado que consiste na tentativa de promover o desenvolvimento desvinculado da aposta na educação não passa de uma falácia ideológica. Além disso, é como afirmamos acima contra a dignidade da pessoa humana, uma vez que o homem é o feitor e promotor do desenvolvimento e isto apenas se torna possível com uma aposta séria na educação deste.

Por: Fernando Tchacupumba