UNITA reconhece importância do Porto do Lobito no desenvolvimento da região da SADC

UNITA reconhece importância do Porto do Lobito no desenvolvimento da região da SADC

O primeiro secretário provincial da UNITA em Benguela, Adriano Sapiñala, reconheceu o papel do Porto do Lobito no desenvolvimento dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)

O político, que encabeçou uma comissão do seu partido que visitou aquela unidade portuária, reconheceu que os países da SADC poderão, através do Porto do Lobito e do Caminho de Ferro de Benguela(CFB), desenvolver grande parte das trocas comerciais cujos benefícios vão se reverter para a definição de melhores políticas públicas para as populações.

Segundo Adriano Sapiñala, apesar do contexto de dificuldades, o seu partido não tem dúvidas de que o actual Conselho de Administração do Porto do Lobito está comprometido com a causa nobre e dos mais sublimes interesses da pátria, particularmente, no que diz respeito às boas práticas de gestão.

“Visitamos o Porto do Lobito no âmbito de um programa que efectuamos às grandes empresas da província de Benguela. E no Porto viemos para entender melhor o que é, e o trabalho que nele se desenvolve para que em tempo oportuno possamos constatar o que as infra-estruturas portuárias podem oferecer em termos de mobilidade e acomodação de mercadorias para o centro e Sul do país”, salientou.

Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, disse que a instituição tem canalizado as grandes conquistas alcançadas para o bem-estar social dos trabalhadores, dentre as quais a implementação do qualificador ocupacional, a entrega de apartamentos no complexo habitacional “José Carlos Gomes”, entre outras.

Celso Rosas avançou que um dos grandes desafios da empresa assenta, entre outros eixos, no concurso para a concessão dos terminais que farão evoluir de um Porto Operador para Porto Senhorio, através da participação efectiva do sector privado.

O responsável adiantou ainda que a visão do Conselho de Administração é transformar o Lobito num Porto de referência em que todos operadores internacionais e nacionais sintam interesse de nele trabalhar.

“Processo de ex-trabalhadores da UNITA é um não assunto”

Por outro lado, Celso Rosas esclareceu a situação de um grupo de ex-trabalhadores igualmente militantes das UNITA que, na decorrência das eleições de 1992, se auto-demitiram da empresa por questões políticas.

Apesar do tempo, o grupo tem vindo a fazer “corredores” para regressarem à empresa a quem acusam de despedimentos injustos.

Segundo Celso Rosas, estes trabalhadores, na ordem dos 400, foram instigados, na altura, por líderes da UNITA, a abandonarem a empresa como pretexto para inviabilizar o seu funcionamento. Face ao sucedido, a direcção do Porto do Lobito teve de recorrer à contratação imediata de outros que, até ao momento, garantem o funcionamento da instituição.

Em função disso, prosseguiu, “de forma alguma a empresa tem responsabilidades sobre os referidos ex-trabalhadores. Logo eles são responsáveis pelos seus actos”.

Segundo Celso Rosas, a empresa não emprega políticos por não ser espaço para fazer política, mas sim um lugar onde o cidadão encontra a oportunidade de um emprego para contribuir para que a empresa se desenvolva e o próprio trabalhador encontrar felicidade, através do seu engajamento no processo de produção.

“Estamos bem informados. É que alguns trabalhadores confundiram política com o trabalho. Ao invés de se comportarem como trabalhadores comportaram-se como partidários, querendo fazer política, dificultando a operacionalidade da empresa, o que não é permissível em nenhuma parte do mundo”, frisou, tendo dito ainda que “nenhuma Lei laboral permite esse tipo de comportamento. Isso é inconcebível”.