Governador de Benguela admite recurso a crédito empresarial para execução de projectos

Governador de Benguela admite recurso a crédito empresarial para execução de projectos

Luís Nunes refere que o diagnóstico exaustivo até aqui feito sugere que a província de Benguela, com destaque para os municípios de Benguela e Lobito, enfrenta problemas. Nesta perspectiva, o governador provincial de Benguela admitiu, recentemente, estar a recorrer a crédito empresarial para a execução de determinados projectos no sector energético, face à escassez de dinheiro.

Respondendo a várias preocupações manifestadas por jovens da província, em um frente-a-frente promovido pelo Conselho Provincial da Juventude, o governante reconheceu escassez de recursos financeiros, sem os quais, como sublinhou, afigura-se, em certa medida, impossível executar este ou aquele projecto de impacto social.

“Sem dinheiro não se fazem as coisas. Nada cai do céu. E eu sou crente, nunca vi. Nós temos que trabalhar para conseguir aquilo que nós queremos”, frisou. O timoneiro do Palácio cor-de-rosa, à praia Morena, diz que o quadro energético da província satisfaz, embora haja necessidade de se melhorar a iluminação pública, ligações domiciliares, o que já está a ser feito. “Em Benguela e Lobito.

E sem dinheiro não se faz isso. Estamos a recorrer a créditos das empresas para ver se conseguimos colmatar este problema. Isso é uma das preocupações do Governo”, disse. De acordo com o governante, é necessário que se vá ao encontro dos problemas da população e manifesta o desejo de a sociedade participar activamente na sua governação.

Segundo o governador de Benguela, o diagnóstico feito – o qual considera de exaustivo – levou-lhe a concluir que as cidades de Benguela e Lobito enfrentam muitos problemas, designadamente nas vias de comunicação, educação, saúde, habitação, energia e água, entre outros. No entanto, salienta o homem forte de Benguela, há a necessidade de se definirem prioridades, daí que esteja a trabalhar para tentar arranjar um pacote financeiro, de modo a resolver alguns problemas urgentes da província.

“Principalmente das duas cidades grandes (Benguela e Lobito), são as que têm mais problemas”, considera. Luís Nunes, que está a efectuar visita em alguns municípios, manifesta-se insatisfeito com o número de obras inacabadas, sobretudo ligadas ao sector da educação. “Com 60 e 80% por cento de execução física, para das há 4, 5 anos”, disse, tendo prometido garantir mais dignidade ao sector da educação, invertendo, com efeito, alguns cenários de assistência de aulas em escolas improvisadas debaixo de árvores e com chapas de zinco. “Mas não é de um dia para o outro que nós conseguimos resolver este problema”, avisaPOR: Constantino Eduardo, em Benguela