Luanda regista cerca de mil casos da estirpe inglesa

Luanda regista cerca de mil casos da estirpe inglesa

A estirpe inglesa está a propagar-se a uma velocidade assustadora a nível da província de Luanda, considerando que já estão registados quase mil casos num curto espaço de tempo, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta

Assim como a inglesa, a estirpe sul africana também tem vindo a aumentar, em função da circulação comunitária na capital do país. De acordo com Sílvia Lutucuta, as duas estirpes são muito violentas, afectam todas as idades sobretudo as que não eram habituais, isto é, jovens, crianças, adolescentes. Segundo a governante, há registos de casos em todas as faixas etárias e assintomáticos, tal como famílias inteiras infectadas.

Quanto aos casos positivos registados, é orientado o isolamento domiciliar. A ministra da Saúde apelou que cumpram escrupulosamente as orientações médicas, sendo que devem ficar fora do convívio familiar, isolando apenas num dos compartimentos da casa. “Nós temos estado a registar todas as semanas novas infecções nos agregados em que esteja um indivíduo a fazer quarentena domiciliar. Os novos casos são em crianças, pessoas com idades avançadas e em algumas situações mortes”, frisou, Sílvia Lutucuta. Explicou que as pessoas que estão a fazer quarentena domiciliar ao saírem de casa estão a gerar novas cadeias de transmissão, sendo que as equipas já registaram situações em que um caso no seio de uma família gerou 25 casos positivos.

Não se deve continuar neste cenário em que os números têm estando a aumentar consideravelmente, segundo Sílvia Lutukuta. “Pelo facto apelamos à população para nós ajudar nesta luta denunciado os incumpridores de quarentena, sobretudo os que chegam de viagem e não cumprem a quarentena domiciliar”, disse. Por outra, nas residências em que se regista um caso positivo, ninguém deve entrar e sair, se deve contar com apoio dos parentes ou amigos, para apoio de reabastecimento da logística, mas cumprindo com as medidas de orientação médicas. Se assim não for, “não vamos conseguir cortar com as cadeias de transmissão”.

Um óbito, 140 casos positivos e 227 recuperados nas últimas 24 horas

Ontem se registou 140 novos casos positivos. Na província de Luanda foram 134, Huambo cinco e Zaire um, sendo 77 do sexo masculino e 63 feminino, com idades compreendidas entre os dois e 88 anos de idades. Ainda ontem as unidades sanitárias registaram também um óbito em Luanda. Trata-se de uma cidadã angolana de 58 anos. Entretanto, 227 pessoas recuperaram da pandemia do covid-19, entre os quais 220 na província de Luanda e sete no Cuanza Sul, com idades que variam de um e 84 anos. Os laboratórios processaram duas mil e 627 amostras. Sendo que actualmente se regista 27 mil e 133 casos positivos, 603 óbitos, dois mil e 390 casos activos, 24 mil 190 recuperados.

As amostras processadas por RT-PCR tem um cumulativo de 508 mil e 543. Segundo Sílvia Lutucuta, todo cidadão que esteja a fazer quarentena domiciliar e violar as medidas recomendadas, para além das multas, será transferido para Calumbo ou Barra do Cuanza. Por outro lado, começou ontem a vacinação da segunda dose da vacina da AstraZeneca, na província de Luanda. Prevê-se vacinar 530 mil pessoas a nível nacional, sendo que nos próximos dias a campanha será expandinda para outras localidades. Sílvia Lutucuta assegurou que no país tem já vacinas suficientes para alcançar o objectivo.

Entretanto, os utentes que fizeram a primeira dose da vacina contra a covid-19, entre os dias 2 a 15 de Março, devem ficar atentos às SMS que a equipa de vacinação irá enviar antes da data indicado para fazer a vacina. “Se, eventualmente, o utente fazer parte do grupo indicado e não receber a mensagem por telemóvel ou email, ainda assim deve dirigir ao posto de vacinação onde fez a primeira dose”, sublinhou Sílvia Lutucuta, relembrando que a vacina é gratuita, segura e salva vidas.

Os profissionais de saúde, professores, órgãos de defesa e segurança, idosos com comorbilidades, assim como doentes com insuficiência renal crónica, entre outros que já fizeram a primeira dose, devem cumprir também o recomendado. Contudo, não obstante terem completado as duas doses de vacina recomendado, o acto não isenta o cidadão do cumprimento das medidas de proteção individual e colectiva, tendo em conta que ainda pode ser paciente com covid-19 assintomáticos ou ter manifestações muito leves. Considerando que a vacina poderá ajudar a prevenir formas graves de covid-19 e a morte, para tal é necessário continuar a cumprir com as medidas de protecção individual e colectivas simples, tais como usar a máscara corretamente, lavar as mãos com água e sabão frequentemente, usar o álcool em gel, promover o distanciamento e evitar o ajuntamento.