Partidos convergem na importância da imprensa livre

Partidos convergem na importância da imprensa livre

No dia dedicado à liberdade de imprensa, que ontem foi comemorado, o MPLA e a UNITA, dois maiores partidos do xadrez politico angolano, defendem o reforço das liberdades de imprensa e de expressão como vectores para a consolidação do Estado Democrático de Direito, assegurando que não pode haver, em Angola, democracia sem uma imprensa livre

O Bureau Político do MPLA considera prioritário que os cidadãos tenham acesso a uma informação mais plural, rigorosa, isenta e credível. Na sua declaração emitida ontem, em Luanda, por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, o Bureau Político do MPLA apelou a melhoria e diversificação de conteúdos jornalísticos que visem contribuir para o desenvolvimento educacional, cívico e cultural da população, sendo fundamental o papel dos jornalistas para o alcance deste pilar constitucionalmente consagrado em Angola.

O MPLA exorta a sociedade angolana no geral e a classe jornalística, em particular, a trabalharem unidos e de modo abnegado para o reforço das liberdades de imprensa e de expressão, como vectores para a consolidação do Estado Democrático de Direito. Afirma que a Liberdade de Imprensa é uma realidade cada vez mais evidente em Angola, contribuindo para a formação e valorização da consciência crítica dos cidadãos e para a dignificação da classe jornalística, que usufruem das aberturas promovidas pelo Executivo angolano.

Na sua declaração, o Bureau Político exorta a todos os agentes activos e passivos a pugnarem por actos que enalteçam o respeito pela dignidade humana, pelas instituições da República, a sã convivência, a harmonia, a paz e a reconciliação nacionais, assim como a promoção da pluralidade, transparência e combate à corrupção bem como todas as práticas nocivas à sociedade. Aos profissionais da comunicação social que, de forma heroica e patriótica, se colocam na linha da frente no combate à pandemia da Covid-19, o Bureau Político do MPLA encoraja a prosseguirem com o agendamento e divulgação de acções de prevenção e sensibilização que incentivem os cidadãos a acatarem todas as medidas de biossegurança decretadas pelas autoridades Angolanas no sentido de travar-se a propagação do vírus no país.

UNITA defende uma imprensa livre e sem medo

A UNITA, por via do seu porta-voz, Marcial Dachala, apela aos órgãos de comunicação social a desempenharem o seu papel, primando pela justiça e pela democracia com a devida valorização do contraditório. Para o político, é preciso que haja no país uma imprensa livre e sem medo da verdade, alegando que não pode haver democracia nem Estado de Direito sem uma imprensa livre. Marcial Dachala reiterou o compromisso do seu partido tudo fazer no âmbito político e legislativo, bem como na prática social para que a liberdade de imprensa em Angola seja cada vez mais um bem público e ao serviço do desenvolvimento integral do cidadão angolano.

Revisão do Pacote Legislativo da Comunicação Social Angolana.

Este ano, a efeméride é celebrada num contexto em que decorre um amplo processo de consulta pública em torno do Pacote legislativo da Comunicação Social Angolana, visando a sua conformação ao contexto de transformações e exigências de âmbito social, político, económico e cultural, bem como estabelecer normas que ofereçam aos operadores da imprensa melhores condições para o exercício da profissão. A consulta pública de recolha de contribuições para a sua devida adequação lançada em Fevereiro deste ano, pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, termina a 16 de Maio. Trata-se de uma campanha que visa responder à necessidade de uma maior colaboração entre a classe dos profissionais e trabalhadores do sector da Comunicação Social.