Defendido julgamento urgente dos autores que queimaram cidadão com gasolina

Defendido julgamento urgente dos autores que queimaram cidadão com gasolina

O novo presidente da Associação Mãos Livres (AML), Guilherme das Neves, apelou aos órgãos de justiça para acelerarem o processo que envolve o cidadão Afonso Neves Congo, queimado por um grupo de meliantes no dia 18 de Maio de 2020 na vila de Cacuaco, arredores de Luanda

O responsável lançou, recentemente, este apelo no final de uma visita que um grupo de advogados da Associação Mãos Livres fez ao cidadão em causa, em Cacuaco, onde reside.

O triste episódio aconteceu quando o jovem saía de um ATM aonde havia ido levantar dinheiro e um grupo de meliantes mandaram-no parar, mas como se encontrava em circulação no meio de uma multidão não se apercebeu, e, ante a fúria destes, atiraram- no gasolina e, em seguida, atearam fogo contra o seu corpo.

Mesmo com o corpo já em chamas tentou escapar-se dos seus algozes, mas sem sucesso, e as queimaduras consideradas do primeiro grau pelos médicos que o assistiram desfiguraram-no.

Apesar de o caso estar já sob alçada do Ministério Público(MP) para procedimentos criminais, pede mais celeridade do assunto para o julgamento dos mentores do crime, um dos quais filho de um alto oficial da Polícia Nacional(PN) destacado no Comando Municipal da Polícia(CMP) do Cacuaco.

Anunciou que a instituição que dirige vai prestar assistência jurídica ao cidadão, tendo disponibilizado já um advogado para dar seguimento ao caso que chocou a sociedade luandense e não só, tendo em conta a gravidade das queimaduras.

Como ilustram as tristes imagens, todo o seu corpo está cheio de escoriações, com realce para os membros superiores que estão praticamente imobilizados.

Além de prestar assistência jurídica a Afonso Congo, informou que a Associação Mãos Livres vai fazer também advocacia junto do Ministério da Saúde (MINSA) para uma possível junta médica e assistência social, por estar incapacitado de continuar a trabalhar.

O responsável defendeu que os actores do crime devem ser julgados, exemplarmente, para evitar que outros cidadãos enveredem por práticas semelhantes que atentaram contra a integridade física de Afonso Congo.

Segundo a fonte, actualmente, Congo sobrevive de ajudas de pessoas colectivas e singulares para cuidar de si e dos seus dependentes.

“É uma situação triste ver um cidadão jovem na idade de força de trabalho sofrer sevícias que colocaram a sua vida em risco por causa da irresponsabilidade de um grupo de jovens delinquentes”, deplorou.