É de hoje…Guerra de administradores

É de hoje…Guerra de administradores

Quando o malogrado Bel do Samba, um filho do Sambizanga, descrevera o Roque Santeiro como sendo a maior bolsa de negócios em Angola, não havia nenhum equívoco.

Conta quem sabe que um dos administradores do referido município, sempre que visitado por alguns amigos, mimoseava-os com alguns envelopes depois que os fiscais saíssem do mercado.

Tendo em conta a moldura humana que frequentava o referido espaço, antes de ser desmantelado, era previsível que centenas de milhões de kwanzas fossem arrecadados. Além dos vendedores, fiscais e outros profissionais que lá labutavam fizeram as suas vidas fruto da cobrança da comparticipação que os feirantes, roboteiros, cozinheiras e não só efectuavam.

Devido aos valores que produzem diariamente, a gestão dos grandes mercados é sempre alvo de apetites dos administradores municipais, comunais ou até mesmo daqueles que chefiam os governos provinciais.

Só assim se entende as convulsões que têm ocorrido entre os administradores municipais do Cazenga e de Cacuaco, respectivamente Tomás Bica e Auxílio Jacob. Os dois digladiam-se pelo controlo do mercado do Kikolo, em Luanda, que a par do mercado do Km 30 deve ser aquele que mais receitas fornece ao ‘Estado’.

Ontem, por exemplo, ainda na senda desta disputa, ficou-se a saber que a Administração de Cacuaco já tomou de ‘assalto’ o mercado, afastando a gestão privada, numa acção em que até um jornalista e câmara man da TV Zimbo acabaram agredidos.

Diariamente, segundo informações reveladas pelos funcionários do mercado, diariamente de 3 a 4 milhões de Kwanzas são arrecadados através da cobrança de uma taxa aos vendedores.

Trata-se de uma quantia de encher os olhos a cada um dos administradores interessados no seu controlo. Porém, esta luta começa já a ganhar contornos alarmantes que devem exigir de quem lidera o Governo Provincial de Luanda algum punho para se evitar que qualquer dia os dois, isto é, Tomás Bica e Auxílio Jacob, não consigam resolver o diferendo com base na legalidade.