Preços dos produtos nacionais e importados aumentaram em mais de 2% em Março

Preços dos produtos nacionais e importados aumentaram em mais de 2% em Março

No geral, o Índice de Preços Grossista (IPG), que engloba os produtos nacionais e importados, registou uma variação mensal, no período entre Fevereiro e Março de 2021, de 2,25%, sendo 0,02 pontos percentuais superior a registada no período anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE)

Durante o mês de Março de 2021, os preços dos produtos nacionais aumentaram 2,60%, quando comparados com os preços do mês de Fevereiro do corrente ano, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu mais recente relatório sobre o índice de Preço Grossista (IPG), recentemente divulgado.

De acordo com o documento, os sectores da agricultura, produção animal, caça e silvicultura, organizados na secção A do relatório, foram os que maior aumento de preços registaram, com 2,94%.

Os produtos que tiveram maior variação de preços neste grupo foram, segundo o INE, nomeadamente o feijão manteiga com 4,72%; milho vivo (4,51%); ginguba (3,54%), cabrito vivo (3,52%); galinha viva (3,50%) e mandioca com 3,38%.

A mesma lista integra ainda outros produtos como ovos com 3,13%; leite fresco (3,10%); arroz corrente (2,84%), tomate e limão (2,82%) cada; batata- doce (2,64%); batata rena (2,53%); cebola (2,52%); mamão (2,13%); alho (1,78%) e laranja com 1,58%.

Entretanto, o INE dá ainda a conhecer, no seu relatório sobre o IPG, que, durante o mês de Março do ano em curso, os preços dos produtos importados tiveram um aumento de 2,15%, influenciado basicamente pela variação de preços verificada na Secção A (agricultura, produção animal, caça e silvicultura) com 4,01%.

Já os produtos que mais aumentaram de preço, nesta secção em particular, foram designadamente o milho em grão com 4,57%; feijão castanho (4,48%); cebola (3,62%); ovos (3,55%); batata rena (3,53%) e alho com 3,37%, entre outros.

No geral, o Índice de Preços Grossista (IPG) registou uma variação mensal, no período entre Fevereiro e Março de 2021, de 2,25%, sendo 0,02 pontos percentuais superior a registada no período anterior e 0,36 pontos percentuais em relação à registada no mesmo mês do ano de 2020.

A variação homóloga de Março situou-se em 28,55%, registando um aumento de 8,06 pontos percentuais com relação à observada em igual período do ano anterior, segundo os dados da única instituição oficial de estatísticas, em Angola.

Produtos importados entre os mais inflacionados

No que se refere à inflação global verificada em Março último, o relatório sobre o Índice de Preços Grossista do INE dá conta que esta atingiu a cifra de 2,25%, no período em referência, sendo os produtos importados os que mais contribuíram com 1,66 pontos percentuais ou seja 74% e os produtos nacionais com 0,59 pontos percentuais o que corresponde a 26% do valor da inflação global.

A inflação dos produtos nacionais em Março de 2021 foi de 2,60%, segundo o INE. A secção D do relatório, sobre a indústria transformadora, com 1,39 pontos percentuais, foi a que mais contribuiu para este aumento.

No detalhe, os produtos nacionais que mais contribuíram para a inflação verificada no período foram, nomeadamente, a gasosa com 0,54 pontos percentuais; cerveja (0,34 pontos percentuais); pão cassete e cimento (0,05 pontos percentuais) cada; vinho, sabão em barra, leite em pó, farinha de trigo e carne de vaca com 0,02 pontos percentuais cada. Da lista constam ainda o óleo de soja, detergente em pó e carapau congelado com 0,01 pontos percentuais cada.

Por outro lado, a inflação dos produtos importados em Março de 2021 foi de 2,15%, sendo a secção D, sobre a indústria transformadora, a que mais contribuiu para a variação de preços, com 1,93 pontos percentuais.

A carne de porco com 0,27 pontos percentuais; o leite em pó com 0,17 pontos percentuais, o frango congelado (0,16 pontos percentuais), a fuba de milho (0,09 pontos percentuais) e a cerveja e carne de vaca com 0,06 pontos percentuais cada, foram os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços dos produtos importados, no período em referência.

António Nogueira