Reforçada relação entre o MCTA e as instituições religiosas reconhecidas

Reforçada relação entre o MCTA e as instituições religiosas reconhecidas

O encontro promovido pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA) serviu para analisar a parceria entre o Executivo e as igrejas, assim como o reforço da aproximação institucional e o papel das igrejas em tempo de pandemia

No âmbito da parceria entre o Estado e as igrejas, o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, recebeu, na manhã de ontem, em duas audiências, líderes das 81 denominações religiosas reconhecidas no país, segundo o ordenamento jurídico angolano, onde aclarou-se que das 97 igrejas por se reconhecer, 16 já estão a ser credenciadas.

O encontro que arrancou às 10 horas e 30 minutos, a portas fechadas para a comunicação social, serviu para analisar a parceria entre o Executivo e as igrejas, assim como o reforço da aproximação institucional, o papel das igrejas em tempo de pandemia e a informação do processo de reconhecimento de confissões religiosas.

Em entrevista à imprensa, Jomo Fortunato assegurou a importância de se manter boas relações entre o Estado e as igrejas, tendo sublinhado a contribuição que dão à sociedade e apelou à necessidade de se compreender os problemas que se desencadeiam dentro das confissões religiosas do país. “É um encontro que nós julgamos que deve ser permanente. Significa dizer que a relação ideológica entre o Estado e as igrejas tem que ser contínuo. É um encontro que eu achei pertinente, porque compreender as igrejas, os seus dogmas, as suas doutrinas, a sua liturgia, significa também perceber o tecido social angolano expôs o anfitrião.

O ministro prosseguiu, dizendo que “estamos em presença de um povo que é religioso e a compreensão das grandes inquietações da igreja são muito importantes para compreendermos o funcionamento, até da nossa própria sociedade”. Jomo Fortunato ainda reforçou  que, quanto aos choques ideológicos e contendas que se observam em algumas denominações, não é função do Estado resolver. “O Estado pode aconselhar e o aconselhamento da igreja é sempre positivo, para encontrarmos equilíbrios entre partes desavindas.

Os conflitos religiosos são bíblicos, mas nós temos que encontrar formas que venham a mediar esse tipo de situações, sempre na perspectiva positiva”, concluiu. Estiveram presentes no encontro líderes eclesiásticos, como Dom Filomeno Viera Dias, arcebispo de Luanda da Igreja Católica; Sua Reverendíssima Bispo Gaspar João Domingos, da Igreja Metodista Unida; o Bispo Dom Afonso Nunes da Igreja Tocoísta; a Profetiza Suzete Francisco João da Igreja Teosófica Espírita; o Reverendo Luís Nguimbi do Fórum Cristão Angola e o Reverendo André Cangovi, da Igreja Evangélica Congregacional de Angola.

Fizeram-se ainda presentes a Reverenda Deolinda Dorcas Teca, do Conselho de Cristãs de Angola; Reverendo Dinis Marcolino Eurico, Igreja Evangélica Sinodal de Angola; Kisolekele Kiangani Paul, Igreja Kimbanguista; Reverendo Estanislau Barros, Igreja Evangélica em Angola; Reverendo Alberto Daniel, entre outros. A Profetisa Suzete João, que representou a Igreja Teosófica Espírita, teceu elogios ao ministério pela presente iniciativa. Quanto aos conflitos em algumas denominações defende que têm que ser resolvidos a nível interno. Por seu turno, Dom Afonso Nunes, líder da Igreja Tocoísta, tal como a anterior, expressou a sua gratidão pela iniciativa do ministro e enfatizou que a sua denominação continuará a ajudar o Estado angolano, quer no domínio do ensino que na esfera social.

Valdimiro Graciano