Angola e Camarões lutam pela medalha de ouro no Africano

Angola e Camarões lutam pela medalha de ouro no Africano

A Selecção Nacional sénior feminina de andebol disputa, hoje, a final diante dos Camarões, na cidade de Yaoundé, no Palácio dos Desportos, às 18:00.

O sete nacional, a jogar em casa das camaronesas, entra com o objectivo de revalidar o troféu conquistado em 2018 na cidade de Brazzaville, no Congo.

É ponto assente que não será uma partida fácil para as angolanas, uma vez que as camaronesas jogam em casa e são o alvo a abater por ser a selecção com mais conquistas, treze.

A equipa da casa tem sede de vencer, pois nunca chegou ao pódio para erguer a medalha de ouro, logo não quer deixar passar esta oportunidade.

Nas meias-finais, Angola deixou para trás a Tunísia, após um prolongamento (27-23), ao passo que na etapa complementar empataram 21-21.

Na outra partida, os Camarões vergaram o Congo Brazzaville por um golo de diferença, isto é, 22-21, resultado muito apertado.

Odeth Tavares dá receita para revalidar o título

Para conquistar o 14.º título africano, hoje, frente aos Camarões, a Selecção Nacional sénior feminina de andebol terá de melhorar o jogo defensivo, sector que nos dois últimos jogos demonstrou fragilidades e que devem ser superadas, afirmou a antiga guarda-redes, Odeth Tavares, às 18 horas.

“A comunicação também é fundamental na defesa para que as acções sejam realizadas em sincronia”, sustentou a actual deputada à Assembleia Nacional, acrescentando que tais factores faltaram na vitória nos quartos-de-final sobre a RDC (29-20) e meias-finais diante da Tunísia (27-23).

A antiga internacional, que encerrou a carreira em 2012, alertou para a velocidade e capacidade de resistência das camaronesas, além de que possuem um histórico de reverter desvantagens independentemente da diferença de golos.

Odeth Tavares atribui favoritismo ao conjunto Angolano, reiterando maior atenção à defesa, onde se destacam, pelo seu porte físico, Albertina Cassoma e Liliana Venâncio, que podem ajudar a desgastar as contrárias.

Para ela, será uma partida difícil perante as anfitriãs, cujo objectivo é “vingar-se” da final perdida em 2004, no Egipto (20-31).