Livro Estudos Sobre a Didáctica do Português na Escola Angolana chega à Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto

Os linguistas David Suelela, Nelson Soquessa, Araújo dos Anjos e José Ernesto apresentam, hoje, Sexta-feira, 18, na Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto, os dois volumes do livro Estudos Sobre a Didáctica do Português na Escola Angolana. Além da apresentação e discussão em mesa-redonda, com realce para a aula sobre Linguística Histórica, haverá espaço para a comercialização do livro e autógrafos, das 10 às 14 horas.

O volume 1 do livro intitula-se Frase e Escrita, ao passo que o volume 2 tem a designação de Textos Literários e Autênticos.

Segundo os autores, o livro lança um debate à comunidade científica e às instituições estatais sobre o caminho a ser tomado, se se pretender um ensino do português mais interactivo e qualitativo, isto porque as metodologias e as técnicas usadas, até agora, no ensino desta disciplina revelam insuficiências, o que concorrem para o défice aproveitamento dos alunos.

Nelson Soquessa, um dos autores dos dois volumes, afirma que o livro vem apresentar soluções para as principais dificuldades enfrentadas, por alunos e professores, numa escola sem um modelo de referência gramatical e terminológica para o ensino da frase. Muitas vezes, os conteúdos gramaticais e não só são ministrados sem o rigor actualmente proposto pela linguística textual.

O linguista continua dizendo que o pouco cuidado que se dá ao texto, pretexto para se ensinar a gramática, frase várias vezes repetidas no livro, motivou-os a escrever um livro capaz de ajudar os professores de Língua Portuguesa a olharem para o texto como o ponto de partida e de chegada.

‘‘Com estas obras, os professores e os leitores terão a noção de que o texto é a unidade mínima e máxima de sentido, não pode ser visto como um todo em si, já que, para a sua composição, concorrem sons, que se combinam em sílabas, formando palavras, que, com as outras, formam frases constituindo, por sua vez, o texto. Segundo esta perspectiva construtivista, todo os tópicos gramaticais e não só devem ser ensinados tendo o texto como referência.