Portugal e Espanha reconhecem Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela

Portugal e Espanha reconhecem Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela

Portugal  e Espanha juntaram-se hoje (segunda-feira 4) se hoje,   a outros 11 países europeus que reconhecem     o opositor Juan Guaidó como presidente encarregado da Venezuela .
“O governo da Espanha anuncia que reconhece oficialmente o presidente da Assembleia da Venezuela, o senhor Guaidó, como presidente encarregado da Venezuela para que convoque eleições presidenciais no menor prazo de tempo possível”, afirmou Sánchez no Palácio de Moncloa.
O reconhecimento a Guaidó tem uma finalidade clara, ressaltou Sánchez: convocar eleições que “têm de ser livres, democráticas, com garantias e sem exclusões”.
Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Portugal e Holanda – Áustria se somou ao grupo ontem – estipularam o domingo passado como data-limite para Maduro convoque eleições. Em caso contrário, reconheceriam Guaidó, o chefe do Parlamento de 35 anos.
Pouco depois da Espanha, o Reino Unido também anunciou que reconhecia Guaidó como “presidente constitucional interino” da Venezuela, como tuitou seu ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt.

Enquanto isso, o presidente Niicolas Maduro, rejeita o ultimato dos países Europeus e avisa Donald Trump terá sangue nas mãos, Nicolas Maduro rejeita as pressões internacionais e diz ainda que está a mobilizar os que o apoiam para a guerra civil.
A posição do presidente da Venezuela ficou expressa numa entrevista dada ao canal “La Sexta”.

“As pessoas já estão se a armar do ponto de vista profissional, institucional e constitucional. Se quer a paz, como diz um velho ditado, prepare-se para a guerra. Eu gosto de dizer de outra forma: ‘Se você quer paz, prepare-se para defendê-la “. Estamos a preparar para defender o direito à paz”, declarou Maduro, um dia antes de expirar o prazo, estabelecido por vários países europeus para serem realizadas eleições justas.

No dia do 20º aniversário da chegada ao poder de Hugo Chavez, no sábado, milhares de pessoas voltaram a sair às ruas para protestar contra maduro e expressar o apoio a Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela, faz duas semanas. O lado do presidente também saiu às ruas.
Maduro insistiu em culpar o exterior pela grande maioria dos problemas políticos, económicos e sociais do país e rejeita os planos do conselheiro de Trump, John Bolton, para enviar ajuda humanitária para o povo venezuelano, considerando um pretexto   para uma intervenção militar.