Futuro D’manhā, Igreja?

Futuro D’manhā, Igreja?

Demonstro o meu descontentamento pelo facto de ter visto, muitas vezes e em muitas denominações, crianças sem a doutrinação na Palavra de Deus durante os cultos. Não acho certo que crianças e adultos estejam submetidos a uma única pregação; por uma razão: os adultos estão aptos para comidas sólidas ao passo que os menores não, logo penso ser urgente que se repense nesse assunto.

Se o ensino de crianças for negligenciado, o futuro ser-nos-á caríssimo, teremos membros débeis no que à Palavra diz respeito. É notável, sem medo de errar, durante alguns cultos, muita criança entregue à própria sorte; sem instrução, sem ensino da ética cristã, sem ensino da Bíblia e sem instrutores capazes.

Espera-se da igreja, dado que ela é guardiã dos princípios éticos e morais, logo as crianças que lá forem devem ser, amanhã, cidadãos úteis à família, à igreja e à sociedade. O tempo com as crianças deve ser aproveitado, mostrando-lhes a sã doutrina.

A nossa geração vai-se, cumprindo a lei natural da qual não podemos escapar: nascemos, crescemos, estamos a envelhecer e vamos morrer. Certamente, precisaremos de sucessores para a continuidade da missão segundo a qual o evangelho deve ser pregado; para tal é imprescindível que se doutrine as crianças, olhandoas como a nossa continuidade, no porvir, na melhor versão.

As nossas crianças estão expostas às agressões de vária ordem, dentre as quais: promiscuidade, drogas, prostituição, desonestidade, roubo e outras. A igreja é antídoto de tudo que foi citado, devendo protegê-las e ensiná-las a serem resistentes às más práticas.

Assiste-nos a responsabilidade, enquanto líderes, de levar luz às crianças, engendrando um estatuto privilegiado para elas, no qual deve constar, além doutros princípios, edificação de um lugar adequado para doutriná-las, edição de materiais de apoio à luz da Bíblia e professores qualificados para ensiná-las.

Por conseguinte, futuro d’manhā é, indubitavelmente, utopia se o hoje for negligenciado.

Por: AntónioRaimundo