Há sangue. E ideias?

Há sangue. E ideias?

A JURA, a organização juvenil da UNITA, vai a eleições para escolher o seu secretário- geral já no mês de Novembro. Há mais de cinco pré-candidatos, o que é bom, espelha que há sangue a correr nas veias dos jovens e que há vontade de fazer. As candidaturas múltiplas para a liderança têm sido a imagem de marca da UNITA depois da morte de Jonas Savimbi, o “intocável” desde a fundação do partido. E tem corrido bem, ao contrário de outros partidos em que mais do que uma candidatura significa ruptura, cisões e makas. A FNLA é um bom exemplo. Mas temos também casos de candidaturas múltiplas que não parecem sérias, como o da CASA-CE, com o candidato Kalupeteka a estragar todo o filme. O MPLA, unanimista na sua liderança, já teve em alguns comités provinciais e em alguns secretariados da JMPLA momentos de eleições com vários candidatos. Aqueceu, em alguns casos. Benguela que o diga. Mas para a liderança do partido ainda não se arriscou. Voltando aos jovens, é bom que se candidatem e se batam, mas não apenas para cumprir as orientações do partido, tem de ser para as contestar também, para as questionar, para pressionar os mais velhos, este país é jovem. Estou interessado em ver se dos oito candidatos sairão ideias inovadoras, capazes de sinalizar líderes para o futuro, para uma nova forma de se fazer política, com novas ideias, com novos sonhos. Os líderes juvenis partidários não podem ser apenas os primeiros a receber a orientação dos kotas.