Mariano Luís: “Choquei contra o blindado do inimigo para que ficasse fora de combate’

Mariano Luís: “Choquei contra o blindado do inimigo para que ficasse fora de combate’

Quem é Mariano João Luís?

É um cidadão que começou a vida política muito cedo. Aos 15, 16 anos, já estávamos aqui numa célula clandestina em Luanda, denominada ‘ Esperança’. O objectivo era desenvolver actividades políticas em apoio à primeira região político-militar do MPLA. Só que, depois, com o andar do tempo, em 1969 ou 1970, a PIDE intervém e alguns elementos da célula vão para São Nicolau. Felizmente, eu mais um outro indivíduo escapámos.

Quem eram os seus companheiros naquela altura?

O Morais, Simão Cassule, Bumba, Kayeye, que é irmão do artista Tonito, Boby, Gaspar, que depois substitui o Nito Alves na primeira região, o Kalaf e outros. Com o 25 de Abril de 1974, vou para as matas.

Com que idade vai para as matas?

Com 20 ou 21 anos, se não estiver errado. Neste momento, estou com 67 anos. Vou para o Centro de Instrução Revolucionária (CIR) Kalunga. Faço a instrução militar na especialidade de Grad-1 P. É o ‘monacaxito’ de um cano. Estive neste CIR com o actual Presidente da República, João Lourenço, o camarada Kianda, que foi ministro da Defesa, general Hendrick, que está no 1º de Agosto, os falecidos David Zé e Urbano de Castro, o Hanga que esteve na Força Aérea e a esposa camarada Marília. O CIR tinha muita juventude. Depois de terminarmos a instrução, há a tomada de força pelos guerrilheiros em Cabinda. Participámos como artilharia na retaguarda, a infantaria avançou, depois do término da acção, o grupo que permaneceu na capital da província foi a artilharia, em que estamos com o João Lourenço, o general Neco e eu.

Depois houve a necessidade de se formar uma brigada, por isso, no dia 15 de Março de 1975, não me esqueço por ser a data do meu aniversário, parti para a União Soviética para formarmos aquilo que se passou a chamar depois de nona brigada. Fizemos seis meses na URSS, formamo-nos em várias especialidades, eu fiz blindado e BRDM -2, uns artilheiros e outros morteiros. Viemos para Angola. O nosso objectivo era defender a capital, porque estava provado que só proclamava a Independência aquele que estivesse na capital do país. Eu comecei a combater em Cabinda, estive no combate do Ntó, vim para Luanda e sou colocado na frente de Kifangondo.

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