Cinco chineses detidos por fabrico de materiais plásticos sem licença

Cinco chineses detidos por fabrico de materiais plásticos sem licença

Os nacionais da República Popular da China foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), depois de serem descobertos que constituíram uma fábrica de materiais plásticos, em Luanda, sem, no entanto, disporem de qualquer documento que os habilite para o exercício da actividade

Os implicados com idades compreendidas entre 33 e 45 anos exerciam, ilegalmente, as actividades económicas, no complexo comercial Cidade da China, no município de Viana, onde, através da unidade fabril, procediam à produção de cadeiras, mesas, reservatórios de água e outros utensílios feitos à base de plástico. No entanto, sem os documentos que permitem a constituição e abertura de uma fábrica, o SIC notou que os indiciados estavam envolvidos em crimes de exercício ilegal de actividade económica e de fuga ao fisco, pelo que se efectivou a detenção dos cinco elementos, em flagrante delito.

“ [O SIC] desencadeou, na manhã de Sexta-feira, 24, um conjunto de acções operativas, que resultaram na detenção em flagrante delito de cinco cidadãos chineses, por factos que constituem crimes de exercício ilegal de actividade económica e fuga ao fisco”, avançou o porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa. Por outro lado, o Serviço de Investigação Criminal constatou que o manuseio das máquinas e a transportação dos produtos químicos como matéria-prima eram feitos por 22 cidadãos nacionais entre 18 e 32 anos, que executavam o labor sem condições de segurança, como uso de máscara, ou de luvas para se prevenirem dos riscos das substâncias prejudiciais à saúde humana.

No mesmo acto, foi verificado que estes funcionários estavam a viver em condições precárias no interior de casebres. No decurso da inspecção que o órgão forense realizou à fábrica em causa, os cidadãos chineses tentaram subornar os efectivos do SIC com uma quantia monetária de 7 milhões de kwanzas, com a finalidade de escaparem da responsabilização criminal. Porém, o acto agravou a situação e o montante foi apreendido.

Por estas razões, o SIC, através das suas direcções de Combate aos Crimes de Corrupção, Crimes Económicos e Contra Saúde Pública, Crimes de Tráfico Ilícito de Pedras e Metais Preciosos e Crimes Contra o Ambiente fez deslocar um grupo de operacionais ao local, de- pois de receber uma denúncia que retrata a situação. De acordo com o porta-voz do SIC-Geral, superintendente chefe de investigação criminal Manuel Halaiwa, os cidadãos detidos serão presentes ao Ministério Público e, na sequência, ao juiz de garantias para ulteriores trâmites processuais.