PIIM alavanca o sector social em Cambambe

PIIM alavanca o sector social em Cambambe

Quatro novas escolas, um hospital geral reabilitado e a rede de saneamento básico, ao nível das ruas, melhoradas são as melhorias que os munícipes de Cambambe, província de Cuanza Norte, registam com a aplicação localmente de mais de mil milhões e 500 mil kwanzas do Programa Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM)

Menos crianças fora do sistema de ensino ou a estudar em condições inadequadas, é a forma como os municies e gestores desta localidade descrevem os benefícios da entrada em funcionamento de uma escola no Bairro Maxinde, no Alto Fina, com 12 salas de aulas, outra na comuna do Dange ya Menha, com sete salas, e uma no bairro Kassesse 2, com 12. Esta última, incluído neste programa, estava a ser construída no âmbito do Programa de Combate à Pobreza, com inicio em 2014. Nestes estabelecimentos, onde são leccionadas desde a iniciação até à 9ª classe, além das salas devidamente apetrechadas com carteiras, os estudantes, alguns provenientes de outras escolas, outros que frequentam a escola pela primeira vez, desfrutam de áreas de lazer como jardim, biblioteca e um campo multiuso.

No sector da saúde foi possível a aquisição de equipamentos hospitalares, para a realização de exames de ecografia, raio-X, entre outros, que serviram para melhor equipar o centro médico que funciona na cidade do Dondo. Já no laboratório, estão a ser realizados vários tipos de análises que antes não eram feitos.

Segundo o administrador municipal, Adão Malungo, estes serviços reduziram a avalanche de transferências dos munícipes em outras unidades hospitalares, quando detectadas patologias que não conseguiam solucionar. “Neste momento, o nosso centro de saúde já tem equipamentos para a realização de alguns exames que antes a população para o fazer tinha que ir a Luanda ou a N’Dalatando”, frisou.

Quanto às escolas, de acordo com o administrador, foram construídas em lugares estratégicos, em zonas onde, desde a sua existência, nunca houve escolas do Estado. A título de exemplo, citou a construída na comuna do Dange ya Menha, onde existia apenas uma escola de duas salas de aulas, pertencentes aos Padres. Segue-se ainda uma no Bairro Maxinde, que existe há mais de 70 anos, bastante populoso, assim como no Alto Fina, que nunca tiveram uma escola.

“Hoje, temos lá uma escola de 12 salas de aulas, um complexo escolar que lecciona da iniciação até à 9ª classe. Como as escolas do 2º ciclo estão mais confinadas na sede do município, permite com que os alunos, já adultos, irem até aos institutos médios”, esclareceu.

Manuseio dos resíduos

Relactivamente ao saneamento básico, o PIIM permitiu a aquisição de meios para o manuseamento dos resíduos sólidos a nível do município, que antes era tido como o trabalho realizado com maior dificuldade, por falta de meios. Actualmente, com equipamentos como pá carregadora, uma retroescavadora, um camião cisterna de água, um camião basculante de 18 toneladas, contentores de lixo, material de varredura, de acordo com Adão Malungo, veio mudar um pouco a imagem do município.

De acordo com o responsável, através do trabalho realizado, por cerca de 26 trabalhadores, não se regista a mesma enchente selvagem de lixo que viam anteriormente. Isso, pelo facto de ficarem muito tempo sem tirá-lo, o que também se tornava preocupante, por ser tido como um atentado à própria saúde pública.

Explicou que, no momento, não possuem uma empresa vocacionada para tratar da limpeza da cidade, um trabalho assumido pela própria administração. “Portanto, o PIIM para nós, no domínio do saneamento básico, foi uma almofada de ar fresco. Os meios técnicos eram os mais difíceis de se conseguir. Mas agora tem facilitado o processo. Conseguimos mais ou menos ultrapassar algumas situações que tínhamos”.

Obras em fase de conclusão

Dentre elas consta a escola, localizada no casco urbano da cidade do Dondo, com 22 salas de aulas, que se encontra em fase de conclusão, previsto para os próximos dois meses. Adão Malungo disse que as obras ainda não foram concluídas, devido aos constrangimentos nos pagamentos… “Ouve uma falha do Ministério das Finanças e criou-nos dificuldade no sistema, que persistiu desde Setembro do ano passado. Só em Abril deste ano é que conseguiram… Era um caso para dizer que em Cambambe já não falaríamos mais do PIIM”, ressaltou.

Sobre a reabilitação do hospital municipal de referência, avançou que também se encontra em fase de conclusão, com a garantia da inauguração dentro de dois meses. “Temos um hospital bastante grande. Neste momento, a reabilitação que ela está a sofrer também impôs-se da necessidade de haver uma ampliação e outros serviços que não existiam naquela altura”, explicou.

Esclareceu que estava para ser acoplada com mais uma unidade hospitalar, que é o materno-infantil, mas que foi separado devido à sua dimensão. “Tivemos que transferir para o bairro 10 de Agosto. Há dias estive em despacho com o senhor governador e disse que já está tudo acordado. Possivelmente o empreiteiro neste mês começa a trabalhar. Já visitou o espaço aonde vai ser construído o hospital de dois a três andares. É uma obra da província e não do município”, aludiu.

Munícipes satisfeitos com as infra-estruturas

Quanto ao saneamento básico, a jovem Antónia, do bairro Candange, zona 3, disse estar satisfeita com a limpeza realizada ao nível do município, isso por não constatar os volumes de lixo nas ruas. Sobre o atendimento médico, disse que tem acorrido ao centro que funciona na cidade do Dondo.

Lamentou o facto de o atendimento ser moroso. “Há muita enchente e maior parte das vezes acabo por passar o dia neste espaço. Apesar destas ocorrências, há melhorias quanto aos vários exames que são realizados”.

Sobre o assunto, o administrador explicou que o centro de saúde alberga duas unidades hospitalares: os funcionários do hospital estão albergados neste espaço, o que, com os pacientes, provoca enchente no espaço. Garantiu que, com o andamento das obras do hospital a bom ritmo, brevemente poderá ser inaugurada e assim reduzir então o défice em termo de cuidados primários de saúde.